O NOME DO JOGO: REFORMA DA PREVIDÊNCIA.



Eu, assim como milhares de brasileiros, votei no Bolsonaro para tirar de nossa vida essa caveira de burro enterrada chamada PT que transformou o Brasil em um país pobre, marginal e sem esperança. A demente Gleisi Lula escancarou de vez o sonho deles: nos transformar na próxima Venezuela. Não é por acaso que ela foi à posse do genocida Nicolás Maduro.
Não tenho muitas ambições em relação ao governo Bolsonaro. Se ele fizer uma ou duas grandes coisas certas já está de bom tamanho. Uma delas, sem sombra de dúvida chama-se “Reforma da Previdência”.
O economista Marcos Lisboa doutor pela Universidade da Pensilvânia, e atual presidente do Insper, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo neste domingo dia 13/01/19, desfiou o intricado novelo da reforma da previdência. Eis os principais pontos:
1. O BRASILEIRO TRABALHA MENOS DO QUE OUTROS PAÍSES ATÉ SE APOSENTAR. Em média, homens se aposentam aos 55 anos e mulheres aos 53. No resto do mundo a idade mínima é 65 anos ou mais (sobretudo nos países desenvolvidos). Comparando o quanto contribuem e o quanto recebem a conta não fecha.
2. O NÚMERO DE IDOSOS CRESCERÁ 260% NAS PRÓXIMAS DÉCADAS E O DE TRABALHADORES CAIRÁ 6%. É por isso que o gasto com a aposentadoria aumenta exponencialmente. Há pouco tempo atrás o Brasil tinha 9 contribuintes para cada aposentado. Hoje a relação é de 4 para 1.
3. O PAÍS JÁ QUEBROU. VÁRIOS ESTADOS ESTÃO QUEBRADOS. NÃO HÁ DINHEIRO PARA PAGAR SALÁRIOS NEM O 13º. Quem para de pagar o 13º é porque já parou de se preocupar com a manutenção de viadutos, estradas, pontes, escolas... Os Estados não estão conseguindo pagar. As prefeituras não estão conseguindo pagar. Quanto mais demorarmos a fazer a reforma da previdência, pior vai ser.
Essa reforma era para ter sido feita há vinte anos, que foi quando o resto do mundo fez. O resto do mundo passou por esse problema, não é novidade. Só que o resto do mundo fez reforma da previdência e o Brasil resolveu não fazer.
4. TEM UMA RAZÃO ESSENCIAL PARA FAZER A REFORMA: JUSTIÇA. A nossa previdência beneficia os mais ricos. Aquele trabalhador do tempo de contribuição, que é o trabalhador formal, com carteira assinada; esse trabalhador se aposenta aos 55 anos de idade e as trabalhadoras aos 53. Mas os informais, não. Os trabalhadores de baixa renda, que não têm carteira assinada, no campo se aposentam aos 60; nas cidades, aos 65 anos. Então, os pobres têm que trabalhar muito mais do que os ricos para se aposentar.
5. O SETOR PÚBLICO GANHA MUITO MAIS DO QUE O SETOR PRIVADO (TRABALHADORES COM A MESMA QUALIFICAÇÃO, EXERCENDO O MESMO OFÍCIO). Regimes especiais permitem aposentadorias ainda mais precoces que incorporam benefícios. Em nove Estados, 80% do gasto com previdência é com polícia militar e professores, que têm regimes especiais. Por que professor precisa trabalhar menos do que médico?
6. TODO MUNDO QUER VIRAR FUNCIONÁRIO PÚBLICO. TEM ESSA IDEIA DE QUE SE VOCÊ VIRAR FUNCIONÁRIO PÚBLICO, ESTARÁ SE GARANTINDO NA VIDA.
Você faz um concurso uma vez na vida e tem uma carreira em que a avaliação de desempenho não conta na prática. Além disso, consegue ter uma renda integral e permanente independente do esforço que faça. Avaliar resultados, fechar programas que não funcionam, premiar os bons gestores, práticas usuais no setor privado, são rechaçadas no setor público. O Brasil virou isso.
7. O BRASIL TEM A FANTASIA DE QUE É UM PAÍS RICO, PORÉM DESIGUAL. NÃO É. O Chile é quase duas vezes mais rico que o Brasil em termos de renda per capita. Portugal e Grécia (os “pobres” da Europa) são duas vezes mais ricos. Todos eles já fizeram sua reforma da previdência.
8. PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL RESPONDEM POR 60% DO GASTO PRIMÁRIO DO GOVERNO FEDERAL (HÁ POUCO TEMPO ATRÁS REPRESENTAVA 40%). É o maior gasto do governo. Gastamos o mesmo valor com aposentadorias que o Japão, só que lá o número de idosos é   três vezes maior.
9. O SISTEMA PREVIDENCIÁRIO SÓ APROFUNDA A DESIGUALDADE BRASILEIRA: ENTRE POBRES E RICOS, JOVENS E VELHOS, SETOR PRIVADO E PÚBLICO. A aposentadoria do Legislativo é de R$ 26.800,00 em média –três vezes mais do que no Executivo. Os trabalhadores do setor privado recebem em média R$ 1.400,00.
10. TEM GENTE QUE ACHA QUE FAZER AJUSTE FISCAL É PARA O PREJUÍZO DA POLÍTICA PÚBLICA. É O CONTRÁRIO. Se você não faz ajuste fiscal e reforma da previdência, você leva a prestação de serviços públicos à falência. Porque não tem dinheiro. Todo dinheiro vira salário ou aposentadoria.
11. MILITAR É UMA PROFISSÃO DIFERENTE. TEMOS AS MELHORES REGRAS? NÃO SEI. Nós deveríamos comparar com as regras dos demais países pra ver como funciona a previdência deles.
O problema no Brasil é que militar carrega o policial militar, que é a polícia. E o tratamento acaba sendo o mesmo. Só que polícia militar é polícia, não é militar. O Brasil inventou essa categoria curiosa. Mas é polícia, e deveria seguir a regra dos demais servidores públicos. Então, acho que o primeiro passo é separar a polícia militar dos militares.
12. A REFORMA DA PREVIDÊNCIA É MEIO QUE UM PADRÃO NO MUNDO. TEM QUE TER UMA IDADE MÍNIMA. E NÃO SE PODE CONFUNDIR PREVIDÊNCIA COM ASSISTÊNCIA. Não tem que atrelar um ao outro, mas no Brasil a gente atrela.
Previdência é o resultado do trabalho, assistência são políticas sociais compensatórias para grupos específicos, como deficiência, famílias carentes e por aí vai. É uma série de benefícios em paralelo, que você concede, mas respeitando o fato de ter dinheiro pra pagar a conta. Essa é a previdência no mundo.
13. OS PAÍSES DE RENDA MÉDIA E ALTA APROVEITARAM O BÔNUS DEMOGRÁFICO – MOMENTO COM MUITA GENTE TRABALHANDO E POUCA GENTE APOSENTADA – para fazer infraestrutura, cuidar da educação, formar novas gerações mais produtivas. Preparar o país. Nós aqui jogamos o dinheiro fora. Uma parte foi pra previdência e outra para maus investimentos.
14. QUEM GERA RENDA É O SETOR PRIVADO. É ELE QUEM PAGA OS SALÁRIOS DOS SERVIDORES PÚBLICOS. É a previdência do setor público que está levando à quebra dos Estados e do país. O setor público no Brasil tem privilégios que o setor privado não tem. E hoje não tem mais dinheiro para pagar.
Conclamo você, caro leitor, a pressionar seu deputado federal e senador para que aprove a reforma da previdência. Será uma pedreira com as fortíssimas corporações do funcionalismo público e sindicatos indo contra o país. A agenda deles, estamos cansados de saber, é a favor da manutenção de privilégios hediondos acumulados ao longo de décadas. O Brasil que se dane!
Nós, os pagadores de impostos, precisamos dar um basta nisso tudo. Já deu!

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