PLANETA INTERNET.




Você conheceu bem o tamanho do estrago. Milhares de caminhoneiros combinaram parar o país pelo WhatsApp. Resultado: prejuízos generalizados de cerca de 17 bilhões de Reais e queda do PIB em 0,5% em 2018.

No lado político, o impacto da internet ainda não foi totalmente entendido (nem absorvido) pelos jurássicos do mundo analógico. Partidos sem tempo na TV nem estrutura de comunicação bilionária conseguiram destronar velhos chacais populistas. Nessa semana, o país viu, on-line, um ministro do STF ameaçar com a prisão um advogado que ousou expressar sua singela opinião.

Para o bem ou para o mal não há mais retorno. O planeta está a postos. O último relatório da UIT-União Internacional de Telecomunicações, divulgado pela ONU nos informa que 51,2 % da população mundial (3,9 bilhões de pessoas) estão conectadas on-line.

O boom se dá, agora, entre os países ditos “em desenvolvimento”. Em 2005 apenas 7,7 % de suas populações tinham acesso à internet. Agora são 45,8%.
Não consegui ter acesso ao relatório da UIT, mas a Internet World Stats pode nos dar uma ideia bastante precisa do alcance desse milagre chamado conexão global. Os dados são de junho de 2018 e mesmo assim, impactantes.

A Noruega é o país mais conectado do mundo com 99,2 % de sua população on-line. Suécia vem logo a seguir: 96,7%. A Europa possui 85,2% de sua população na rede. Apenas o Vaticano (60,6%) e San Marino (52,7%) fogem à regra.
Canadá, 90,1%. Estados Unidos ,87,9%. Mas, no México o número cai para 65,3%. 

Na América Central, a estrela é a Costa Rica com 86,4%. A Nicarágua de Daniel Ortega possui baixíssimos 30,6% de conexão. Cuba, que só antes de ontem, 6 de dezembro, liberou a internet móvel para seus cidadãos, continua fora do mundo digital. Apenas um terço da população tem acesso à internet. Há pouco mais de mil quilômetros, Curaçao tem 93,1 % da população conectada.  

Na América do Sul houve um enorme progresso. Tirando, claro, as Ilhas Falkland/Malvinas  com 99,2% de seus cidadãos conectados o continente tem média de 71,5% de pessoas on-line. Argentina é a campeã com 93,1%. Paraguai vem a seguir com 89,6 %. Chile em terceiro com 77,5%. Brasil em quarto com 70,7%.
O país do facínora Nicolás Maduro é o ponto baixo da curva com apenas 53% de sua população com acesso à internet.

Na Ásia, devido ao gigantismo populacional de China e Índia a média cai para 48,7%.  Japão, como era de se esperar, é o campeão absoluto com 93,3% conectados seguido por Coreia do Sul com 92,6%. Para a Coreia do Norte não há dados. Mas, é possível intuir que possui nível baixíssimo de acesso à internet. Eles, precisam ser mantidos na total ignorância.Você quer saber da China e Índia? 54,6 e 34,1 % respectivamente.

No Oriente Médio, Emirados Árabes têm 98,4%. Israel, 79,7%. Palestina, 60,5%.
Há uma clara interligação entre desenvolvimento, liberdade e conexão. Enquanto a rica e livre Austrália possui 87,8% de sua população na rede, a Nova Guiné tem parcos 10,8% e o Haiti, 12,8 %.

Mas, há algo muito, muito, pior. O país mais pobre, desigual e triste do planeta, mantido sob grilhões pelo ditador Isaias Afwerki desde 1991, também é aquele no qual praticamente não há conexão possível. Os dados do Internet World dizem que apenas 1,4% de seus cidadãos estão on-line. Pobre Eritreia.

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