156 RADICAIS CONTRA A NAÇÃO.




A maioria dos partidos brasileiros é como o retrato de Dorian Gray. Aquele mesmo que vendeu a alma ao diabo para poder refletir uma imagem bela por toda a eternidade. Não deu certo. Temos por aqui um sábio ditado popular que desnuda de vez essa estratégia: “por fora bela viola, por dentro pão bolorento”. 

Antes, porém, é preciso desmistificar a vetusta divisão dos partidos como se pertencessem à escala de mobilidade em direção à Terra do Nunca. Ela, como se sabe, vai da extrema esquerda à extrema direita. Faz sentido: quem optar por caminhos tão antípodas jamais se encontrará em parte alguma.

A divisão entre “esquerda” e “direita” vem lá do longínquo ano de 1789. Na Revolução Francesa os girondinos (liberais) e os jacobinos (extremistas) sentavam-se em lados opostos à direita e à esquerda no plenário da Assembleia Nacional. A coisa passou à história como se os esquerdistas fossem os protetores definitivos do humanismo. Os fiadores dos oprimidos planetários. E os direitistas, exploradores desalmados.

Esqueça tudo isso. Os regimes que se basearam na filosofia de “esquerda” todos, sem exceção, deram com os burros n’ água. Incompetentes viscerais, apenas trocaram os donos do poder anterior por eles próprios e claro, se locupletaram como nunca se vira dantes de tanta sede que foram ao pote do poder e do dinheiro fácil. O final você já conhece. Da Rússia marxista à Venezuela chavista tudo é igual na capacidade de destruir a capacidade produtiva e eliminar sumariamente quem ouse se contrapor aos brutais detentores do aparelho repressor estatal.

É hilário, hoje, ver nossa esquerda incensar Putin que persegue, mata ou aprisiona gays, ativistas ou políticos que pensam de forma diferente.

“Esquerda” é gêmeo univitelíneo do estatismo, autoritarismo, intervencionismo, assistencialismo, moral dúbia, cinismo ético e lavagem cerebral. Para enganar os trouxas, a esquerda adota dois eufemismos pra lá de manjados: “socialismo” ao invés de “comunismo” e se autodeclaram “progressistas” quando o são tanto quanto um carro que só consegue engrenar a marcha à ré. Vide Coreia do Norte e Cuba.

Outra palavrinha mágica do dicionário dos esquerdopatas é “democracia”. Eles a usam sem qualquer vergonha na cara. Na verdade, é uma forma ardilosa de psicologia inversa. Psicopatas costumam defender obstinadamente aquilo que jamais colocarão em prática. A democrata Venezuela acaba de assassinar o oposicionista Fernando Albán usando o surrado estratagema de alegar que ele “pulou do décimo andar” do prédio onde se encontrava preso. Antes já havia estrangulado Rodolfo González
Como sabemos, Venezuela, Cuba, Coreia do Norte, Líbia, Síria, Rússia, Turquia, Angola são os pináculos mundiais do exemplo democrático. É de chorar de rir!

A “Direita” também tem seu lado B. Apesar de, via de regra, estar associada ao capitalismo e ao estado de direito, ela quase sempre atua para a manutenção dos costumes e pode chegar, in extremis, ao nacionalismo exacerbado com todas as suas conotações mais nefastas como o racismo e a intolerância. Trump, tem em comum com Putin o desapreço aos “diferentes” sejam eles gays, negros, latinos ou muçulmanos. Trump também odeia a imprensa (a que fala mal dele, bem entendido). É a síndrome da atração fatal entre os extremos.

No século 21, o moderno atende pelo nome de liberalismo: liberdade individual para ser o que se quiser e possibilidades ilimitadas de empreendedorismo a partir do combo trabalho, mérito e competitividade.  A chave é Estado pequeno e cidadão grande, sem a tutela do governo que fica restrito àquilo que se espera dele: educação básica, saúde e segurança. Simples assim.  
Saem de cena os conchavos secretos, as trocas de favores (quase sempre espúrias), a burocracia infernal, a insegurança jurídica, a ideologização da educação e claro, a corrupção como mola mestra do sistema político.

 Vamos aos partidos brasileiros.


Nome
Ícones e Líderes
Bancada
Ideologia
PT
Lula, Haddad, Zé Dirceu
56
Esquerda
PSB
Eduardo Campos, Márcio França
32
Esquerda
PDT
Brizola, Ciro Gomes
28
Esquerda
PC do B
Manuela D’Ávila
9
Extrema Esquerda
PSOL
Guilherme Boulos - MTST
10
Extrema Esquerda
PPS
Roberto Freire
8
Esquerda
PROS
Eurípedes Jr.
8
Esquerda
PMN
Celso Brandt, Oscar Noronha
3
Extrema Esquerda
Rede
Marina Silva
1
Esquerda
PPL
João Goulart Filho
1
Extrema Esquerda

Total
156



Nome
Ícones e Líderes
Bancada
Ideologia
MDB
Michel Temer, Renan Calheiros, Henrique Meireles
34
Centro-esquerda
PSDB
FHC, Alkmin, Doria
29
Centro-esquerda
PSD
Ratinho Jr,Gilberto Kassab
34
Centro-esquerda
PODEMOS
Álvaro Dias
11
Centro-esquerda
SD
Paulinho da Força
13
Centro-esquerda
PV
Sarney Filho
4
Centro-esquerda
Avante
Cândido Vaccarezza
7
Centro-esquerda

Total
132



Nome
Ícones e Líderes
Bancada
Ideologia
PR
Anthony Garotinho,Tiririca
33
Centro
PP
Ana Amélia, Paulo Maluf
37
Centro
PTB
Roberto Jefferson
10
Centro
DEM
Rodrigo Maia, ACM Neto
29
Centro
PRB
Marcelo Crivella, C. Russomano
30
Centro

Total
139


  
Nome
Ícones e Líderes
Bancada
Ideologia
PSL
Jair Bolsonaro
52
Direita
PSC
Wilson Witzel
8
Direita
PHS
Eduardo Machado
6
Direita
Patriotas
Cabo Daciolo
5
Extrema Direita
PTC
Collor de Mello
2
Direita
PRP
Ademar de Barros, Ovasco Resende
4
Direita
DC
José Maria Eymael
1
Direita

Total
78



Nome
Ícones e Líderes
Bancada
Ideologia
Novo
João Amoedo
8
Liberalismo

Total
8


O novo Congresso estará dividido entre 156 radicais de esquerda que tudo farão para inviabilizar qualquer governo que não sejam eles próprios e uma bancada mais ou menos cooptável a partir das vantagens que lhes for oferecida. Não se pode precisar ao certo este número. A soma de todos os que não estão lobotomizados nas hostes esquerdopatas dá 357. Dentre eles se encontram nacionalistas empedernidos e corporativistas de raiz. Com partidos assim não se pode prever absolutamente nada.  E esses 357 não são exatamente como os 300 de Esparta.

É esperar que o NOVO cresça e crie massa crítica. Algo para as futuras gerações. Não viverei para ver. 





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