HOMENS-MINHOCA E SEUS BURACOS QUE UNEM O NADA A COISA NENHUMA.




Star Trek usa. Stargate, também. Interstellar já usou. Não dá pra ir até Próxima Centauri sem eles. E olha que ela é a estrela mais perto de nós: apenas 4,22 anos-luz de distância. Pegue a nave espacial mais rápida feita com a tecnologia atual e ela engatinharia por inacreditáveis 80 mil anos para este trajeto, que comparado à vastidão incompreensível do universo seria como se fosse a porta da casa ao lado.

Na nossa desalentadora realidade, buracos de minhoca são mesmo buracos de minhoca... Nada contra os produtivos anelídeos que servem para uma infinidade de coisas desde a fertilização de solos até a criação de remédios para a cura do câncer. Estou a falar dos homens-minhoca, esta velha espécie que não tem cabeça, nem corpo, nem nada. Sua vida se resume a tentar tirar Lula da cadeia ao mesmo tempo em que se tunga os aposentados ou se lava um dinheirinho proveniente de um assalto qualquer aos cofres públicos.

Pois bem. Os dias dos homens-minhoca estão contados. A cada momento, uma leva de argumentos qualificados ,vindos das melhores cabeças nacionais, desnuda a estratégia anelídea oligoquética.

Desta vez foi o economista Marcos Lisboa, Presidente do Insper, uma instituição sem fins lucrativos de ensino superior e pesquisa nas áreas da administração, economia, direito e engenharia. Lisboa está empenhado a discutir o momento atual através da criação de uma série de documentos denominados de Panorama Brasil.

Na visão dele, o desenvolvimento socioeconômico do Brasil comparado a outros países, ficou refém de crenças e valores tão idiotas quanto cruéis a ponto de ter transformado o país na “terra das coisas tortas”. Essas “coisas” nada mais são do que uma infinidade de distorções institucionais que nos alijam do crescimento sustentável e que, são defendidas a ferro e fogo por grupos de interesse do “Brasil Velho”. A saber:

1. Funcionários públicos pertencentes à elite salarial do país que sabotam a reforma da Previdência.

2. Empresários que buscam se proteger da competição internacional e, claro, regimes especiais para não pagar impostos.

3. Associações de proteção ao consumidor aliadas com cartórios para torpedear o projeto de “Cadastro Positivo” que aumentaria a competição no mercado de crédito.

4. Juízes que se insurgem contra a modernidade na aplicação de leis que visam a desestimular a corrupção e o crime.

5. Castas de empregados de estatais e seus acólitos que defendem a sobrevivência eterna de instituições ineficazes, corruptas, livres de concorrência que entregam à sociedade serviços defasados e extorsivos.

São esses os homens-minhoca. Seu objetivo é um só: cavar o buraco mais profundo que lhes seja possível para unir o nada a coisa nenhuma.

Não eleja ou reeleja homens-minhoca em 2018.

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