MORRA! DE RAIVA.




Desde que os irmãos Auguste e Louis Lumière mostraram ao mundo o primeiro filme da história, em 22 de março de 1895, a comunicação entre seres humanos jamais seria a mesma. A tecnologia nos concedeu o poder de sermos, nós mesmos, diretores e produtores de mini-películas digitais com as quais entupimos as redes sociais e explodimos a paciência de espectadores que, ainda possuem, um mínimo de discernimento crítico.

Daí, vem o bom e velho cinema a dizer quem está no comando. “Três anúncios para um crime” (direção de Martin McDonagh) é a prova disso. Mildred Hayes (Frances Mc Dormand- Oscar de melhor atriz neste ano) é uma mãe imersa em ódio e desencanto. Sua filha fora brutalmente estuprada e depois incinerada por um destes monstros escondidos sob uma aparência humana. O crime, sem investigação consistente. E, claro, ninguém preso. Mildred resolve, então, colocar isso às claras para a pequena cidade de Ebbing, no Missouri. E entra em curso um sequência de eventos desconcertantes.

Os outdoors modernos são as telas de nossos celulares. Mas, ainda não nos demos conta do poder que temos em nossas mãos. Enquanto a esquerda tem obtido razoável índice de sucesso na transformação de mentiras escabrosas em verdades inquestionáveis, a maioria da sociedade instruída e informada ainda fica reagindo a reboque de uma agenda patológica que nos impõe décadas de atraso.

O “O Estado de São Paulo” de ontem publicou uma matéria com potencial para inundarmos o país de outdoors. A elite do funcionalismo público composta de procuradores, promotores, membros do Poder Judiciário e Tribunais de Contas são, majoritariamente, isentos do pagamento de Imposto de Renda. Para você, caro leitor, ter uma pálida ideia do que estou falando veja o quadro abaixo:

ÁREA DE ATUAÇÃO
RENDIMENTO MÉDIO MENSAL - R$
% DOS ISENTOS DE IMPOSTO DE RENDA
 Ministério Público (Procuradores e Promotores)
52.917,66
28,2
Poder Judiciário e Tribunal de Contas
52.456,83
29,0
Diplomatas e afins
36.811,41
53,2

Enquanto isso, apenas 14,1 % dos empregados do setor privado (rendimento mensal médio de R$ 6.592,41) estão isentos do pagamento de IR.

Não se iluda. Esta gente, juntamente com outras categorias pagas com o dinheiro de nossos impostos, é muito, muito organizada, influente e poderosa. Por se acreditarem credores eternos das benesses do Estado, se escondem nas siglas de esquerda que advogam pela manutenção de privilégios inconfessáveis e pelo corporativismo cruel. 

"Dane-se o mundo, que eu não me chamo Raimundo". Esse é o lema desses antropófagos das vísceras nacionais. Precisamos, com urgência, anunciar nos nossos celulares este crime.

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