A FUGA DAS GALINHAS.




O Brasil não está sozinho. É longa a lista de países cuja sociedade faz do voto uma arma e da urna seu próprio pé. A Rússia acaba de reeleger Putin para o quarto mandato. Como se sabe, o novo Rasputin e sua entourage não titubeiam nos meios para se perpetuar no poder. Vale tudo, inclusive usar o veneno Novichok, banido por tratados internacionais, para tirar de cena quem no seu caminho se atravessar. Os argentinos já elegeram de tudo. Eram ricos e ficaram indigentes. Nem o mais escatológico tango é capaz de superar a tragicomédia de uma Cristina Kirchner. Os ingleses aprovaram o Brexit por 52 a 48%. Agora se lamentam como uma gaita de fole. A Unilever já se mudou de Londres e pegou o caminho de Roterdã, na Holanda.

Os americanos, bem... eles ganham, disparado o Oscar da categoria bufão com causa estrelado por Donald Trump. Nem em sonho os roteiristas do amalucado  Woody Woodpecker (o Pica-Pau) sonharam com um roteiro mais hilariante. Também tem a Itália com o Bunga-bunga Berlusconi...o ranking dos despautérios chega a ser enfadonho.

Por aqui, desde Tomé de Sousa, penamos para nos libertar do pântano da corrupção e do atraso. E não nos tornamos sequer uma nação que dê aos seus cidadãos uma pálida, que seja, sensação de orgulho. Desembocamos recentemente, após uma miríade de escolhas e crenças equivocadas, nos 13 anos de Lula, Dilma e seu vice, Temer. E o país vive uma Guerra dos Canudos extemporânea tendo à frente um piorado Antônio Conselheiro a brandir raivoso o estandarte do fanatismo medieval. E o pior... acompanhado pelo séquito de ignorantes manipuláveis e malfeitores sociais que se escondem em partidos políticos, cortes de justiça, universidades e no topo do serviço público.

Tem saída? Tem. Ela está próxima. Para isso, é preciso renovar radicalmente o Congresso. Não se iluda. São deputados e senadores que compõem o Poder Legislativo. Os deputados representam o povo. Os senadores representam os Estados. A principal responsabilidade do Congresso Nacional é a elaboração e aprovação de leis. São estas leis que estão aí que nos impedem de dar o salto qualitativo necessário para sairmos do buraco-negro em que nos metemos. 

Os congressistas atuais já se provaram indesejosos de mudar o status quo. Eles querem a perpetuação de uma situação danosa que nos impede, como nação e sociedade, de fazer parte do mundo moderno, rico e progressista. Não podemos mais fazer como as galinhas do filme. Fugir não é uma opção. Votar certo é muito mais eficaz do que jogar ovos...  

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