CORZINHA DE VERÃO.




Se você, como eu, caro leitor, mora em Curitiba, sabe do que estou falando. O único sinal de verão foi definitivamente apagado no atrasar dos relógios, em uma hora, desde a meia-noite deste sábado. No mais, Curitiba continua firme e forte como sendo a cidade brasileira com apenas duas estações:  a rodoferroviária e o inverno.

Aproveito este domingo de temperatura amena, perfeita para um moleton e quem sabe uma sopinha no jantar regada a um Touriga Nacional para lhe apresentar o Deolinda. Digo “apresentar” pois tenho quase certeza de que este delicioso expoente do atual pop português ainda não faça parte de sua playlist.  Deolinda é tudo aquilo que nossa música não tem mais: criativo nas letras e arranjos e moderno como um quadro de Kandinsky. Aliás, o mestre do abstracionismo russo está presente na letra da música Corzinha de Verão.

Se a pergunta “Por que o sol nunca brilha quando eu fico de férias?” lhe é familiar nesta parte do país cortada pelo Paralelo 25 S então você se identificará de imediato com a desilusão da protagonista que espalha protetor solar e estende seu corpo dentro de um museu...

De presente pra vocês, caros leitores, “Corzinha de Verão” (letra e música de Pedro da Silva Martins).

Por que é que o sol nunca brilha
Quando eu fico de férias,
Aos fins-de-semana
Ou nos meus dias de folga?

Passo os dias a ver
Gente em fato de banho,
Calções e havaianas
E eu sempre de camisola
E eu andei um ano inteiro
A juntar o meu dinheiro
Para esta desilusão
Dava todo o meu ouro
Por um pouco do teu bronze,
Uma corzinha de verão.

Vento,
Eu na praia a levar com vento,
A rogar pragas e a culpar São Pedro
Que mal fiz eu ao céu?
E tento, juro que tento
Imaginar bom tempo
Espalho o protetor solar
E estendo o corpo num museu

Por que é que tudo conspira
Contra a minha vontade?
Sim, sim é verdade!
Não estou a ser pessimista
É que a vizinha da cave
Está sempre bronzeada,
Traz um sorriso na cara
E não sabe quem foi Kandinsky

E eu andei um ano inteiro
A juntar o meu dinheiro
Para esta desilusão
Dava todo o meu ouro
Por um pouco do teu bronze
Uma corzinha de verão...

Vento,
Eu na praia a levar com vento,
A rogar pragas e a culpar São Pedro
Que mal fiz eu ao céu?
E tento, juro que tento
Imaginar bom tempo
Espalho o protetor solar
E estendo o corpo num museu.



posts parecidos

Música

Conectividade de A-Z

O CANAL PARA FALAR DA CONEXÃO HUMANA.

Aqui você tem voz. Pode contribuir, sugerir, criticar, propor temas, discutir e ampliar o escopo do Blog. Nossa conexão poderá fazer a diferença.