MULAS SEM CABEÇA EXISTEM.




Não escrevo para converter os inconvertíveis. Isso é tão possível quanto Lula demonstrar sua honestidade. Os guetos ideológicos são, como se sabe, o reduto de mortos-vivos das ideias que se nutrem do mundo invertido assim como mostrado na série Stranger Things.  

Estamos entrando no perigosíssimo interregno entre dois halloweens políticos. No próximo, já saberemos se o Brasil vai se tornar prisioneiro, mais uma vez, do vale das sombras ou, finalmente, conseguirá a liberdade.

Até agora, o que vemos são as duas cabeças monstruosas do Demogorgon materializadas em cada pesquisa de intenção de voto. O ser monstruoso sobre o qual os irmãos Duffer se basearam para nos aterrorizar, tem duas cabeças imbuídas do sinistro objetivo da destruição recíproca. Ambas representam o mal absoluto – assim como seria a entidade bicéfala composta das mentes de Roberto Requião e Gilmar Mendes.  Ou de Gleisi Hoffmann com Renan Calheiros. In extremis, Lula e Bolsonaro.

A nossa realidade é aterrorizante. Oitenta por cento dos nossos municípios são cidades com menos de 50 mil habitantes cuja principal atividade econômica é o emprego público. Elas dependem visceralmente do Fundo de Participação dos Municípios para viver. Você já entendeu, não é? Somos um país viciado em Estado. Quarenta por cento do PIB está nas mãos dessa entidade cruel que se alimenta do sangue dos nossos impostos para entregar na saída, matéria putrefata. O desejo incontido (e às vezes inconfessado) da maioria absoluta das famílias brasileiras é ter seus filhos refestelados em cargos públicos com direito a aposentadoria integral e, se forem juízes, benefícios remunerados que estouram os limites da decência. Eles odeiam admitir mas, se nutrem dos valores da esquerda.

A coisa toda funciona assim: o pobre quer o Bolsa Família, o empresário quer a Bolsa BNDES, o artista quer a Lei Rouanet, o estudante quer a meia entrada, o favelado da Rocinha quer ter o direito de ter luz e água de graça, os taxistas querem o monopólio... Todos eles adeptos do almoço grátis eterno habilmente utilizado como moeda de troca pela Hidra de Lerna populista alojada em Brasília.  

A saída? Extirpar a atual geração de políticos. Tirá-los do poder. Eles estão acometidos da doença terminal em estado de metástase a cada eleição. Eles jamais mudarão. Pertencem à geração que foi cevada pelo Estado patrimonialista, intervencionista e paternalista. Com eles jamais sairemos do buraco onde estamos metidos até o pescoço.

Precisamos urgentemente de uma nova geração de políticos alinhados com a crença do Estado Mínimo, da liberdade para empreender, das reformas profundas e radicais. Fomos consumidos pela ideologia e partidarismo em grau deletério máximo e agora só restam as cinzas do que outrora foi uma Nação.

A mudança transformadora que precisamos é incompatível com os congressistas atuais. Ou melhor: com quase todos eles. Desde janeiro de 2015, um em cada quatro deputados trocou de partido. Desde 2007, dos 513 deputados, 400 mudaram de partido (dados do TSE). Essa gente não possui compromisso com valores, crenças e ideias. Tampouco têm compromisso com o país. Nem com seus eleitores.


No Brasil, as mulas sem cabeça existem. Elas atendem pelo nome de senadores, deputados e vereadores. Se você quer sair do macabro mundo paralelo em que fomos aprisionados, em 2018 não reeleja ninguém!

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