MODERNO COMO UM DISQUETE.



Saiu a publicação do Banco Mundial “Doing Business 2017: Igualdade de Oportunidades para Todos”. Como o próprio nome diz, trata-se de uma profunda e bem documentada análise sobre a eficiência de um país em fazer negócios. O estudo leva em conta onze indicadores que permeiam a vida de uma empresa do seu nascimento ao encerramento. São eles: abertura de empresas, obtenção de alvarás de construção, obtenção de eletricidade, registro de propriedade, obtenção de crédito, proteção de investidores minoritários, pagamento de impostos, comércio internacional, execução de contratos e resolução de insolvência. O décimo primeiro: regulamentação do mercado de trabalho não foi usado para a classificação deste ano. Ainda bem...

Aparecemos em uma classificação vexatória: somos o número 123 dentre 190 países analisados que vão de A a Z (do Afeganistão ao Zimbábue).
Os países são classificados a partir da média obtida nos dez indicadores que vai de 0 a 100 pontos. Atingimos 56,53 pontos.

Enquanto na Nova Zelândia, o primeiro do ranking, uma pessoa leva apenas um dia para abrir um negócio e precisa de tão somente um único documento, por aqui lá se vão 79,5 dias gastos com uma peregrinação que compreende onze procedimentos distintos.

Sob quaisquer parâmetros, nossa situação é péssima. Na América Latina levamos uma sova do México, o melhor classificado dentre los hermanos: posição 47 de 190 (72,29 pontos). Colômbia (53ª/70,29 pontos), Peru (54º/70,25), Chile (57º/69,56), Costa Rica (62ª/68,50), Guatemala (88ª/62,93), Uruguai, Paraguai e Argentina ocupam posições melhores que a nossa. Argentina é o número 116 do ranking com 57,45 pontos.

Se tomarmos como parâmetro os países do BRICS, a vergonha é a mesma. A Rússia de Putin é a líder na 40ª posição com 73,19 pontos. Em seguida vem África do Sul (74ª/65,20) e China (78ª/64,28). Só estamos melhor do que a Índia (posição 130 com 55,27 pontos).

Estamos na companhia de países como o Egito (Posição 122/56,64 pontos), Guiana (124/56,26) e o minúsculo arquipélago caribenho de São Vicente e Granadinas (125/55,91 pontos).

O estudo também levanta uma tese elucidatória para a situação de irrelevância recorrente em que nos autocolocamos: quanto mais difícil é fazer negócios com um país maior é a desigualdade social que perdura entre seus cidadãos. No Brasil, inacreditáveis 425,7 dias são necessários para a obtenção de alvará para a construção de grandes obras, como uma usina, por exemplo. No Panamá (posição 70 de 190) em apenas 98 dias um empreiteiro consegue o sinal verde para iniciar seus trabalhos. Em Portugal, situado na gloriosa 25ª posição do ranking, apenas 113 dias. Em Cingapura, o segundo colocado na classificação geral, este número cai para pouco mais de um mês (exatos 48 dias).

Quanto maior o número de entraves ao livre empreendimento maior a porteira para a corrupção. Não é à toa o desleixo dos políticos para por fim ao emaranhado de dificuldades que atordoa o cidadão: terreno fértil para a venda imoral de facilidades.

Somos o que somos por causa de crenças e valores medievais que demonizam o capital e a livre iniciativa. Em que país desenvolvido as instituições não puniriam exemplarmente um grupo de terroristas como o MST que invade e incendeia empresas produtivas e legais?

A única saída para o país está na mudança radical do perfil dos nossos congressistas. São eles que fazem as leis. A cambada que está aí é o verdadeiro nome do problema. Eles são o disquete no mundo da armazenagem em nuvem. Pense bem em quem você vai escolher para colocar o Brasil no mundo moderno. Comece por não reelegendo ninguém em 2018. Eles tiveram a chance e não fizeram.

                                                 OS TOP 10 MUNDIAIS

                                               OS PIORES DO PLANETA


Acesse o relatório completo em:

http://portugues.doingbusiness.org/~/media/WBG/DoingBusiness/Documents/Annual-Reports/English/DB17-Full-Report.pdf

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