JOÃO ALBERTO SOUZA- O SENADOR SÍMBOLO DO QUE NÃO QUEREMOS.




A França era aqui. Mais precisamente no Maranhão. Primeiro, foi uma esquadra francesa que lá aportara ao final do século XVI chefiada por Jacques Riffault. Mas, sempre há alguém que se destaca pela visão estratégica e, um devotado Charles de Vaux, subordinado a Riffault, aprende a falar o idioma dos locais e consegue convencer o rei Henrique IV a empreender na região. A ideia era criar a França Equinocial.

E, em 26 de julho de 1612, Daniel de La Touche, entusiasmado pela descrição de Monsieur De Vaux, chega com uma missão francesa, na ilha de Upaon-Açu. Em 8 de setembro, o forte de Saint Louis, batizado em homenagem ao rei santo da França Louis IX, estava pronto. Os franceses, como a história nos conta, não brincam em serviço. Nada mais seria como antes.

Claro que os portugueses tomaram tudo de volta e no Brasil Imperial a cidade de São Luís era riqueza e pura sofisticação com seus sobrados azulejados.
Pule pros dias de hoje. O Maranhão não teve sorte. Poderia ser uma potência francesa e foi cair nas garras da família Sarney. Hoje, possui um dos menores IDH (Índice de Desenvolvimento Humano=0,678) do país. 

Meu pai nasceu no Maranhão. Meus tataravós desenvolveram a cidade de Carolina situada na belíssima região conhecida como Chapada das Mesas. Estive lá recentemente e vi meu sobrenome paterno estampado em praças, ruas e logradouros.
Mas o ponto é outro. E não é exatamente privilégio do Maranhão. É de lá o senador João Alberto Souza- PMDB. Um arcaico e persistente senhor do alto de seus 82 anos que jamais deveria estar, ainda, na política. Mas, quis os maranhenses mantê-lo na ativa.

Não que o senador seja má pessoa. Consulto o Ranking dos Políticos (www.politicos.org.br/joao-alberto-de-souza) e percebo que ele se encontra na posição 193 de 594 e que sua pontuação, apesar de baixa (+44), não indica nenhum processo judicial. Bem diferente, por exemplo, do seu colega Ivo Cassol senador pelo Estado de Rondônia representando o Partido Progressista. Ele é, simplesmente, o pior político do ranking com assombrosos -669 pontos (isso mesmo, negativos) por conta de uma ficha corrida de dar inveja a Rogério 157, chefe do tráfego da Rocinha.

Volto aos trilhos. O senador João Alberto não deveria ter sido reeleito por conta de sua “senilidade política”. Suas crenças e valores não estão alinhadas com a modernidade de atos e ações necessárias a tirar seu Maranhão da vexatória situação em que se encontra. Já, o senador Cassol, se não pudesse se esconder por detrás do foro privilegiado, certamente estaria atrás das grades.

Convido-o, caro leitor, a se cadastrar no Ranking dos Políticos (www.politicos.org.br) . Uma mina de onde se pode garimpar desde pepitas de 24 quilates (senadora Ana Amélia-RS do mesmo PP de Cassol com 227 pontos e primeira do ranking) até o cisco do refugo do sobejo cujo destino deveria ser a desintegração sumária.

O senador João Alberto é também o presidente do Conselho de Ética do Senado e em 24 deste mês arquivou o segundo pedido de abertura de procedimento disciplinar contra seu colega Aécio Neves.  Disse ele, que tão somente seguiu a orientação da Advocacia Geral do Senado Federal.

A propósito. O Brasil está muito mal no Ranking Mundial do IDH. Dentre as 188 nações pesquisadas, nos encontramos estagnados na posição 79. Os motivos você já sabe. O país foi tomado por uma gangue de malfeitores que só granjeia a admiração irrestrita de gente como um antigo compositor baiano que em um passado distante pregava que tudo era divino, maravilhoso...

Em 2018, não reeleja (quase) ninguém.

Sim. Há no ranking dos políticos alguns que até mereceriam mais um voto de confiança. Porém, contam-se nos dedos de duas mãos.

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