A FORÇA DO QUERER.



Não vi nenhum capítulo da novela da Glória Perez. Sei, vagamente, que existe uma tal de Bibi cuja alcunha “Perigosa” parece um bom resumo para um currículo no Linkedin. De resto, me parece oportuno a autora fomentar a discussão de temas, quase sempre varridos pra debaixo do tapete moral em uma sociedade que se escandaliza com um personagem “trans” mas que demonstra pouco, ou nenhum interesse, no perfil psicopatológico da maioria de seus representantes no Congresso Nacional. Mas, não é essa a pauta de hoje. O querer é a única possibilidade para a mudança. Daí a sua força.

Em pouco menos de um ano teremos eleições. E a maioria da população nem sequer compreende a diferença entre votos brancos e nulos. Tem gente diplomada e elitizada que ainda acredita que possa estar fazendo um enorme bem à nação pelo fato de abdicar da sua responsabilidade na escolha política.  Nulos e brancos são, tão somente, manifestações adolescentes de descontentamento sem nenhum efeito prático. Digo “adolescentes” porque, sabidamente, é nessa fase da vida humana em que devaneios utópicos ainda são permitidos.

Tenho amigos que estão seguros de que uma eleição será invalidada caso a soma de brancos e nulos seja maior que 50%. Isso é tão verdadeiro quanto a honestidade de um tal de Lula da Silva. Existem mitos melhores e mais convincentes como a mula sem cabeça, por exemplo.

Tá lá no site do TSE pra quem se dispuser a pesquisar: “É eleito o candidato que obtiver a maioria dos votos válidos, desconsiderando brancos e nulos”. O mito da anulação da eleição, através de votos nulos, veio da interpretação totalmente equivocada por parte de algumas pessoas mal intencionadas sobre o Artigo 224 do Código Eleitoral.  Este artigo fala da nulidade da eleição mencionando “votos nulos por decisão judicial” ou seja: casos de fraude e outras ilegalidades explicitamente mencionadas no texto.

Se você, caro leitor, decidir votar em branco ou mesmo anular o seu voto, (claro, que é seu direito) não pense com isso que estará provocando uma revolução positiva na consciência eleitoral da nação. A consequência disso é zero!  Mais ou menos como combater moinhos de vento empunhando um cabo de vassoura (com licença à obra-prima de Cervantes).

Por outro lado, qual a eficácia do voto branco ou nulo para as mudanças de que a nação precisa? Nenhuma! Você, simplesmente, deixa nas mãos de outra pessoa a decisão sobre o tipo de país que queremos ter. As pesquisas dizem que sempre haverá cerca de 30% de descerebrados populistas que acreditam na divindade de embusteiros conhecidos. Essa gente é movida por um fanatismo irrefreável. Votar branco ou nulo é dar a eles a chance de arrastar o país ao lugar descrito por Dante Alighieri “Deixai toda a esperança, ó vós que aqui entrais”. E isso, os cidadãos de bem deste país, não podem permitir.


Se for preciso desenhar, o TSE ajuda:



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