UMA CIBERMILÍCIA PERTO DE VOCÊ...



São tempos estranhos esses...
A liberdade de opinião (sagrada) assim como a de conduzir a vida como se ache melhor (sacrossanta), definitivamente, deixa de ser mera consequência do modelo democrático em que vivemos e assume o protagonismo de um Prometeu acorrentado. A qualquer deslize, a humanidade parece ser submetida à tortura de ter suas vísceras dissecadas pelo Zeus todo poderoso das mídias sociais.

Os comandados desse Zeus cibernético estão onde menos se suspeita. Uma de suas faces mais obscuras é um certo tipo de jornalista cuja competência em destilar perigosas mensagens subliminares possui o condão de fazer parecer aceitável tudo o que, na verdade, é absolutamente abominável.

Vinicius Poit, 31 anos, formado pela FGV é um jovem idealista e claramente “do bem”. Só o fato de ter criado um programa que ajuda moradores de rua a arrumar um emprego, para mim, já é suficiente para tê-lo como ídolo instantâneo.
Pois bem. Olha o tipo de pergunta que a jornalista Sonia Racy do O Estado de São Paulo lhe fez na sua coluna de hoje:

Por que escolheu o Novo?
Por uma questão de valores e princípios alinhados ao que penso. Um partido que não usa o dinheiro público, que tem governança, tem processo seletivo para os candidatos. Um partido mais preocupado com a população do que com se reeleger.

Muitos dizem que o partido é gerido como uma multinacional...
Aí eu confronto, o que é governar como uma multinacional? É botar um processo seletivo pra escolher candidatos? Eu acho que isso é obrigação. O candidato está lá porque ele foi jogador de futebol, porque é cantor de forró ou fez palhaçada na televisão? Não dá. Isso é ser multinacional? Respeito com o dinheiro público – isso é ser multinacional? Governança, transparência de todos os dados?

 Como vão se financiar sem verba do Fundo Partidário?
Com doações de pessoa física. Se eu fizer algo que não está alinhado aos interesses dos doadores, eles param de doar e o partido acaba. A gente tem o exemplo da nossa vereadora aqui em São Paulo, a Janaína Lima, que saiu lá do Capão Redondo e foi eleita vereadora com quase 20 mil votos.

Perceberam? Perguntas típicas de uma cibermiliciana enrustida. Quem são as pessoas que dizem que o Partido Novo é gerido como uma multinacional, Sra. Racy? E se for, qual é o problema como isso?


Claro, parece um questionamento inocente, mas subliminarmente, o que se vê, é a tentativa de passar a ideia de que partidos liberais são como as “cruéis multinacionais que existem para espoliar os bens da nação”. 

Poupe-nos Sra. Racy. Seu tempo , assim como o da leva de jornalistas presos ao modelo pantagruélico do Estado onipotente, está com os dias contados...

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