O FAROL DO FIM DO MUNDO.



Os cinéfilos sabem do que estou falando. Em uma remota ilha do sul do mundo, um grupo de piratas tem a soturna ideia de apagar um farol para assaltar navios sem rumo. Mais ou menos como certos partidos políticos brasileiros. Primeiro eles chegam ao poder, depois destroem qualquer possibilidade de pensamento lúcido e na sequência, dão início à pilhagem sistemática da Nação. Para isso, contam com a participação criminosa de políticos, membros do judiciário, setores da imprensa e empresários sem caráter. Depois de alguns anos, o que outrora era um país se transforma em terra arrasada.

Os piratas que espoliaram a pátria nos últimos 13 anos tentaram, de todas as maneiras, com certa dose de sucesso, ludibriar os segmentos mais rudimentares da sociedade, com a promessa de repartir o butim. Funcionou enquanto havia um butim a ser repartido. Agora que o Mare Nostrum da corrupção secou, pouco resta aos cruéis bucaneiros a não ser a auto vitimização.  Não está funcionando.

Acaba de sair o “Ranking da Competitividade dos Estados Brasileiros” publicada pelo CLP-Centro de Liderança Pública em parceria com a Tendência Consultoria. Ao todo, são mais de sessenta indicadores avalizados por instituições como IBGE, IPEA e Secretaria do Tesouro. A pontuação vai de 0 a 100, com o TOP 10 liderado por São Paulo (87,8) e seguido por SC (77,2) - PR (70,8) - DF (69,4) - MS (62,7) - MG (57,9) - RS (57,2) - ES (55,1) - RJ (52,3) e, empatados na décima posição, CE/PB com 49,8. Os demais 16 Estados da federação decrescem ladeira abaixo até estancar em Sergipe com a ultrajante pontuação de 27,0.

A OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, criada em 1961 congrega 35 países que, juntos, representam 80% do comércio mundial. Os países que compõem o Lilliput global do pensamento tacanho chamam a OCDE de “Clube dos Ricos”. Inveja em grau máximo.  Na verdade, o critério para fazer parte deste clube não é exatamente o tamanho da carteira. A Estônia, com PIB= 23 bilhões de dólares faz parte. A Eslováquia (PIB=89 bilhões) idem. Chile, Peru e México estão lá.

Na verdade, para entrar neste clube de prestígio é preciso atender aos requisitos de “liberdade econômica, individual e democracia”.  A poderosíssima China não atende. A Rússia de Putin, também não. Os cinco países que compõem o BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) são considerados “parceiros-chaves” mas não fazem parte oficial do clube.

O Brasil atende os requisitos. Ocorre que por uma questão de alinhamento preferencial com a ralé mundial (Venezuela, Cuba, Angola e outros pináculos da modernidade econômica) na era Lula/Dilma preferiu esnobar a OCDE. Em 2007, Lula -o Oráculo de Caetés jactava-se para o gáudio da esquerdopatia mundial “Entrar na OCDE não é uma aspiração do Brasil”.

Por que estou nessa digressão você já vai entender. Obter o selo de prestígio da OCDE pressupõe rechaçar o discurso petista de que a função do Estado é assegurar a boa vida de poucos e seus devaneios ditatoriais. A OCDE também não chancela regimes que não possuem regras claras e fixas que formam o alicerce para a economia de mercado (tudo o que a esquerda mais detesta, vide caso dos sátiros Joesley-Wesley).  

Há dois rankings, em especial, que separam as nações vencedoras das que lutam para não soçobrar como um navio pirata avariado: “Educação” e “Competitividade”. O segundo depende fundamentalmente do primeiro. Pois bem. O petismo, junto com seus asseclas esquerdopatas de menor coturno, nos legaram os mais vexatórios índices no PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) que se tem notícia. Dos 69 países avaliados ficamos na 61ª colocação em “Leitura”, na 64ª em Matemática e na 62ª em “Ciência”.

No ranking do “Índice Global de Competitividade 2016-2017” divulgado pelo Fórum Econômico Mundial, de 138 países avaliados, amargamos a 81ª posição (Índice=4,06). Estamos piores que Guatemala (Índice=4,08). Mas, ombreamos com Albânia (4,06) e Montenegro (4,05).  O índice varia de 1 a 7. O campeão é a Suiça com 5,81, seguida de Cingapura (5,72) e EUA (5,70).

Não tem escapatória. Precisamos continuar a ser uma democracia com o que há de bom e de ruim que esse sistema político representa. Mudanças passam, necessariamente, pelo esforço do Congresso em adotar a agenda certa para tirar o país do buraco em que se meteu após décadas de um populismo terminal. O Congresso não existe por geração espontânea. Ele existe por causa das escolhas dos eleitores. O Congresso que está aí já teve a sua chance. Não merece outra. Em 2018 não reeleja ninguém.

Como Júlio Verne nos ensina em  “O Farol do Fim do Mundo”. O impossível é um lugar que não existe. Precisamos, mais do que nunca, acreditar nisso.

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