COMPETITIVIDADE BRASIL. TRAGÉDIA ANUNCIADA, VERGONHA ASSEGURADA.



O que seria de nós sem os rankings, não é mesmo? Todos adoramos saber nossa posição relativa em relação a tudo que é possível medir. Nossa posição no ranking da FIFA é de dar inveja ao mundo que corre atrás de uma bola. Estamos em segundo lugar, com 1590 pontos, atrás apenas da Alemanha, com 1606. Nossa arqui-inimiga Argentina está em 4º com 1325 pontos.

Mas, futebol, como todos os árbitros do mundo sabem (mas não dizem), não enche barriga de ninguém. Nos rankings que realmente interessam, somos o país grande em tamanho e recursos e nanico em competência. Os motivos estão no cerne de nossas crenças e valores como sociedade: acreditamos e apostamos, historicamente, nos cavalos errados.

Um dos rankings mais respeitados do planeta vem do WEF-World Economic Forum e se chama “The Global Competitiviness Report”. Os números deste relatório no biênio 2016-2017 nos colocam à beira de um ataque de nervos.

Para o WEF, competitividade é o resultado gerado pelo conjunto formado por “instituições, políticas e fatores” e que são os determinantes para se avaliar o nível de produtividade de uma economia. E essa “produtividade”, claro, determina o grau de prosperidade de um país.

A obtenção deste índice que vai de 1 a 7, é fruto de complexos cálculos a partir da avaliação de 12 pilares fundamentais: Instituições, Infraestrutura, Macroeconomia do meioambiente, Saúde e Educação Primária, Educação Secundária e Treinamento, Eficiência do Mercado de Bens, Eficiência do Mercado de Mão de Obra, Desenvolvimento do Mercado Financeiro, Atualização Tecnológica, Tamanho do Mercado, Sofisticação dos Negócios e Inovação. Ufa!

Pois bem. Estamos no constrangedor 81º lugar (com índice de 4,06) dentre 137 países avaliados. Na América Latina levamos um banho do Chile (Posição 33, índice 4,64). O minúsculo Panamá , cuja fonte de recursos tem como origem seu notório canal de ligação entre o Atlântico e o Pacífico, está fincado na posição 42 com índice 4,51.

Costa Rica (54ª/ 4,41), Colômbia (61ª/4,30) e Peru (67ª/4,23). Até a Guatemala do bufão Jimmy Morales (sobre o qual pairam sérias suspeitas de crime eleitoral e que recentemente expulsou o diretor anticorrupção da ONU) está melhor do que nós em termos de competitividade: posição 78 com índice de 4,08.

Nosso mundo competitivo tem como vizinhos a Albânia (80ª/4,06) e Montenegro (82ª/4,05). Merecíamos melhores companhias. Mas, quem teve uma Dilma como "presidenta" não pode, em sã consciência, almejar coisa melhor.

Nem vamos falar do BRICS. Aí a vergonha é acachapante. 
China lidera na 28ª posição com índice 4,95. Índia, na 39ª posição, disparou em competitividade (4,52) mesmo com suas vacas tratadas como popstars. A Rússia de Putin vem em 43º lugar/4,51 seguido da África do Sul (47º/ 4,47).  


Nossa distância dos TOP 5 da competitividade se mede não em anos, mas em décadas-luz. São eles: 1º Lugar Suiça (índice 5,86) seguida de Estados Unidos (5,85), Cingapura (5,71), Holanda (5,66) e Alemanha (5,65).

Você, caro leitor, já sabe por onde começar. Em 2018, não reeleja ninguém!

Quer ler o relatório completo? Acesse 

http://www3.weforum.org/docs/GCR2016-2017/05FullReport/TheGlobalCompetitivenessReport2016-2017_FINAL.pdf 

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