NINGUÉM VAI QUERER TER UM CARRO EM 2030.



Treze anos passam depressa. Tenho um amigo cujo primeiro filho nasceu em 2004. Agora, já tem treze anos. Usuário compulsivo de Snapchat, Uber, Spotify e Netflix. Vou chamá-lo de “R” (para respeitar sua privacidade).

Os pais de “R” trabalham. A família ainda possui um carro cujo uso se alterna entre pai e mãe. “R” vai e volta da escola de Uber. Também usa o aplicativo para deslocamentos à natação. É isso o que o Uber é: um aplicativo que se transformou na maior empresa de táxi do planeta.

Em abril deste ano, o grupo Alphabet, dono do Google, começou a testar seu carro autônomo ”Waymo” com passageiros reais. O Uber tentou um “atalho” pouco recomendável para sair na frente do Google. Não deu. A Waymo acusou o Uber de roubo, afirmando, em juízo, que ela própria havia levado sete anos para desenvolver essa tecnologia ao passo que o concorrente “conseguira” fazer isso em apenas nove meses. O juiz deu ganho de causa ao Google e ainda condenou o Uber a devolver o material surrupiado.

A Lyft, concorrente direta do Uber, desde 2016, é parceira da General Motors para o desenvolvimento de outro carro autônomo. A coisa vai longe e cada vez mais rápido.

Analistas anteveem o começo do fim para o modelo de negócio automotivo, como o conhecemos, no ano de 2020. O que eles predizem cai como uma bomba de nêutrons na indústria: ninguém mais vai querer ter um carro em 2030. Daqui a módicos 13 anos.

Em 2030 “R” terá 26 anos. Certamente nem terá mais carteira de motorista. Coisas como IPVA, troca de óleo, seguro, estacionamento, há tempo deixou de fazer parte de seu vocabulário.

Em 2030, os carros, além de autônomos serão elétricos. Muitos deles transformarão a energia solar em eletricidade. Aliás, isso também é o que acontecerá com cada casa. Todos produzirão sua própria energia levando à falência o modelo tradicional atual. A eletricidade será cada vez mais barata e isso trará como consequência a possibilidade de se produzir água em abundância a partir da dessalinização (que necessita de 2kWh para produzir 1 metro cúbico de água).

Voltemos à realidade. Comprar carro zero ainda é uma das paixões humanas. Mas, com tudo se tornando cada vez mais igual, as marcas decidiram investir pesado na satisfação do cliente com o uso de seu amuleto de prazer. Nem todas, é claro!

Saiu hoje a edição de 2017 da pesquisa da J.D.Power sobre os serviços prestados após a venda dos automóveis (conhecido como Pós-Venda) no Brasil.
Quinze marcas foram avaliadas a partir de entrevistas com 4.585 proprietários que adquiriram um zero km entre fevereiro de 2014 e fevereiro de 2016. Nenhuma delas chegou perto da estaca “Premium” na escala de atendimento ao cliente. Para isso deveriam ter obtido, pelo menos, 900 pontos de 1000 possíveis.

A melhor no ranking é a Hyundai-Caoa com 830 pontos. A pior, a Renault com 757. 

Veja a tabela abaixo.


Classificação
Marca
Número de Pontos
Hyundai-Caoa
830
Mitsubishi
817
Toyota
817
Honda
812
Hyundai-Brasil
806
Kia
806
Citroën
804
Chevrolet
801
9ª.
Jeep
801
10ª.
Nissan
796
11ª.
Fiat
790
12ª.
Peugeot
780
13ª.
Volkswagen
780
14ª.
Ford
776
15ª.
Renault
757

O futuro trará muitas surpresas a esses fabricantes. Seus concorrentes serão computadores sobre pneus como Tesla, Google, Apple, Uber, Lyft e Amazon

Em Dubai, as emoções serão ainda mais radicais. Lá, o sonho dos Jetsons (quem tem mais de 50 sabe do que estou falando) se tornará realidade nesta segunda metade de 2017.  Os passageiros poderão utilizar o primeiro táxi aéreo autônomo. Será um drone totalmente elétrico fabricado pelos chineses, o E-Hang 184

Bem-vindo ao futuro! 






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