A INVASÃO HALLYU.




Os bebês coreanos já nascem velhos. É que, por lá, os noves meses de abrigo na barriga da mãe contam. Um bebê coreano, além de, provavelmente, passar pela vida a bordo de uma sacrificante maratona de estudos ele também já chega ao mundo com 1 ano de idade.
Na vibrante Coreia do Sul, terra de marcas globais como Hyundai, Samsung, LG, o excesso de tecnologia ainda não foi suficiente para deletar o chungmae –o casamento arranjado. Pois é: quem poderia imaginar que o país líder mundial na produção de games para celular ainda pudesse ter duas categorias de enlace matrimonial? Em contraponto ao chungmae existe, felizmente, o yonae que é o casamento por amor.
Entretanto, o planeta coreano convive com modernismos que precisariam de um manual de instruções caso você, caro leitor, tenha mais de 20 anos. Um dos hobbies de lá é a criação de cosplays (mistura de “costume”- fantasia em inglês com “roleplay”-interpretação). Se você não sabe, há festivais só para ver quem melhor se monta assumindo os personagens da ficção pop japonesa e local.
Pois bem. É nesse clima que Fortaleza sedia de 13 a 15 de julho o SANA- Super Amostra Nacional de Animes para um público esperado de 100 mil pessoas. Estamos falando de um dos maiores eventos de cultura pop e geek do país que já chegou à sua 16ª edição.
A invasão coreana começou com a construção da Companhia Siderúrgica do Pecém, na cidade de São Gonçalo do Amarante (55 km de Fortaleza), pelas gigantes Dongkuk e Posco. A primeira é, simplesmente, a maior compradora mundial de placas de aço; a segunda, é a quarta maior siderúrgica do planeta. O Ceará atrai 76% da mão de obra sul-coreana que vem ao Brasil.
Foi nessa leva que chegou Kukhee Jo (32 anos) conhecido na empresa por Gregório Jo (não me pergunte o porquê). Gregório é especialista em gestão e mora com a família na paradisíaca Praia do Cumbuco. Ele diz que por lá, o nível de estresse, por conta da competição profissional, chegou a níveis insustentáveis.  Prefere criar os filhos aqui comendo paçoca de carne de sol.
Gregório estará no SANA visitando os estandes com as últimas novidades em filmes, seriados, cosplays, animes e games. Pena que, desta vez, não virá nenhuma banda coreana. Ele terá mesmo que se contentar com a banda japonesa de rock alternativo Asian Kung-Fu Generation conhecida pela criação de trilhas para animes (as animações produzidas pelos estúdios nipônicos).
A coisa não para por aí. Você pode se inscrever nas categorias “Dança“e “Canto” e será julgado por uma equipe da KBS, a TV coreana. Quem passar por esta etapa se apresentará na Coreia no K-Pop World Festival-2017.
 Hallyu, pode ser traduzido como “onda coreana”. Nunca é demais relembrar que este país é o mais bem sucedido exemplo de nação que por fazer as escolhas certas (educação de qualidade maciça para a população, entre elas) pulou da pobreza extrema (foi arrasado pela guerra de 1950-53) para o mundo dos ricos em menos de sessenta anos.

Por aqui, continuamos a fazer as escolhas erradas...

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