A DIFERENÇA QUE FAZ UM PEDIDO DE DESCULPAS.



Nós, brasileiros, somos conhecidos pelo estereótipo do povo alegre, afável e cortês com os estrangeiros que nos visitam. Isso tem ficado nítido em pesquisas sobre o turismo no país. Ainda bem que isso acontece já que somos um povo monoglota, mais talvez  por destino do que por opção.

O lado ruim da história, é que temos uma enorme dificuldade em assumir nossos erros e pedir desculpas por eles. Tente reclamar (com razão) por um atendimento desastrado que lhe foi prestado por uma empresa qualquer. É bem provável, nessa época de direitos do consumidor, que você consiga obter algum tipo de compensação pelo seu infortúnio. Mas, tire o cavalinho da chuva. Você dificilmente receberá um pedido de desculpas.

Aconteceu comigo, inúmeras vezes. Sou capaz de apostar que com você também.
No réveillon do ano passado fiquei em um hotel do grupo do famoso Beach Park, em Aquiraz- Ceará. Nada poderia ser pior em termos de limpeza, cortesia e atendimento ao cliente. Reclamei no hotel. Reclamei no Trip Advisor. O hotel respondeu, tentando justificar algo injustificável em qualquer complexo turístico civilizado. Tudo estaria resolvido se tivesse havido um pedido formal de desculpas. Mas, isso, parece fora de cogitação abaixo da Linha do Equador.

Estou prestando serviço a uma empresa. Minha conta bancária mudou e era necessário preencher um documento com os novos dados. Faço tudo direitinho e encaminho para a área responsável. Por algum problema interno, eles não dão prosseguimento ao caso. Decorridos mais de dois meses e nada do pagamento entrar na nova conta. Suplico pela ajuda do comprador que iniciou o processo. Ele me diz que houve um “problema” e que eu devo reenviar os dados. Claro, foram necessárias seis semanas para eles se darem conta do “problema”.

Nesse meio tempo, a empresa tenta fazer o depósito na conta antiga que não existe mais. Expirado o prazo de pagamento, entro na nova conta. Nada de depósito. Envio um e-mail ao comprador. Recebo a resposta padronizada de que devo investigar com o banco pois o “depósito consta de nossos registros”.

O banco, claro, não tem culpa, já que o depósito foi feito em uma conta inexistente. Resolvo contatar a pessoa da empresa para cuja área prestei o serviço. Bingo! Recebo a resposta que imaginava. O depósito voltou por causa da conta errada. Será, agora, reencaminhado para a nova conta.

Fica evidente, que o comprador não moveu uma palha para resolver o imbróglio. Precisei da boa vontade de pessoas que não têm nada a ver com o caso. Tudo teria sido mais fácil, ágil e eficaz se, desde o início, os culpados tivessem assumido o erro e me informado. Nem seria preciso um pedido de desculpas.

Fico sabendo, através das mídias sociais, sobre o barbarismo perpetrado pela horda petista contra a jornalista Míriam Leitão em um voo de Brasília para o Rio de Janeiro. O relato dela nos põe frente a frente com a incivilidade e grosseria em grau máximo. Até aí, nenhuma novidade.

O que faz a direção do partido? Convoca os blogs marrons para disseminar uma versão tão mentirosa quanto patética. É como tentar apagar o fogo com gasolina de alta octanagem. Se tivessem um cérebro com lado esquerdo, poderiam, pelo menos bolar um criativo pedido de desculpas. Mas, como até os pilotos da Avianca sabem, petistas parecem nem sequer ter um cérebro.

Para terminar, também leio nos jornais, que Brad Pitt, após ter despachado Jennifer Aniston doze anos atrás para ser abduzido pela nave Angelina Jolie, decide pedir desculpas pelo mal que a ela teria causado.Jennifer parece ter aceitado e ficado feliz.


Nenhum político , seja de que partido for, se dignará a pedir desculpas ao povo brasileiro pelos golpes mortais desferidos à pátria nesses anos todos. Para que isso acontecesse, seria preciso viver em outro país onde além deles, empresários, juízes, profissionais de todas as cepas e até nós, cidadãos comuns, aprendêssemos a força que tem um simples pedido de desculpas. Talvez em outra encarnação... 

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