O BECO SEM SAÍDA DA MENTIRA.



Há várias histórias que os pais de antigamente usavam para educar seus filhos sobre os malefícios da mentira. Em uma delas, um garoto endiabrado, daqueles que possuem um prazer mórbido em atemorizar corações e mentes com esquemas urdidos no porão de uma mente tão infantil quanto delinquente, cada vez que entrava no mar começava a gritar: Socorro! Estou me afogando. 

Você já conhece o final. Após três tentativas bem sucedidas em ludibriar banhistas de bom coração, estes, cansados de serem enganados, não mais reagem aos gritos candentes quando a situação passa a ser verdadeira. O pirralho,então,morre sob a consternação geral da família que passa a se culpar pela ausência de limites que deveriam ter sido impostos desde as primeiras demonstrações de falta de caráter.

Presidentes de uma nação não são pessoas comuns. Representam os valores de toda uma sociedade que os elegeram por compartilhar suas agendas éticas e propostas de mudança.

Gandhi, livrou a Índia do colonialismo cruel imposto pelo “império onde o sol jamais se punha” apenas perseverando em atitudes de perturbadora superioridade moral.

Margareth Thatcher , a Dama de Ferro, dedicou sua vida política a reprogramar o cérebro da sociedade inglesa até conseguir libertá-la das armadilhas mortais espalhadas pelos poderosos sindicatos interessados em manter privilégios insustentáveis. Sua arma predileta: a verdade nua e crua.

 Por aqui, Getúlio Vargas, no seu complicado momento histórico, conseguiu , oscilando entre erros e acertos, mudar o status econômico e social da nação. Na fascinante biografia de Lira Neto, existe um Getúlio polêmico, despótico e humano. Não há, no entanto, vislumbres de lacunas éticas, como a mentira visceral.Tampouco, se conhecem deslizes dessa magnitude em Juscelino Kubitschek.


Lula, poderia ter sido alguém como eles. Não lhe faltou, na infância, por certo, a educação rígida de uma mãe que conhecia muito bem a dureza do trabalho. Nordestinos, como sabemos, travam, desde sempre, a batalha inglória pela sobrevivência em um ambiente recheado de adversidades. Preferiu o embuste da automutilação para fugir do trabalho duro nos chãos de fábrica.  A estratégia deu certo. A partir daí, a mentira foi alçada a estratégia de vida. Mas, no seu caminho tinha um Sérgio Moro...


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