COMO BELCHIOR DIRIA...


Não, caros leitores. Não quero lhes falar das coisas que aprendi nos discos, livros e ao longo desta vida comprida e atroz (que Nossa Senhora Aparecida nos ajude nesta hora, já que parte do STF parece advogar para o capeta).

Claro que viver é melhor que sonhar. Mas, assim como vocês, não quero (e creio, ninguém quer) viver em um país onde Josés Dirceus e Lulas são considerados heróis. Sabemos, por experiência própria, que qualquer sentença de um Gilmar Mendes é algo menor que a vida de qualquer pessoa contudo, isso não significa que não devamos desconhecer que há perigo na esquina. 

Por enquanto, eles venceram e o sinal (parece) está fechado pra nós que não somos mais jovens nem temos o tempo que é preciso para mudar este país de corruptos de atos e ideias.

Às vezes, me desespero (só um pouco) porque o momento atual não é exatamente propício para abraçar seu irmão e beijar sua menina, na rua. Ao contrário, enquanto os criminosos do Rio ameaçam os cidadãos de bem, juízes, políticos e empresários (outrora poderosos) se unem em conluio para, a todo custo, evitar vir no vento o cheiro da nova estação.

Nós, os idealistas que acreditamos na liberdade de escolhas e no talento individual, sem a mão pesada do Estado e o individualismo cruel da elite burocrática protegida atrás das regalias e benefícios imorais bancados pelos pagadores de impostos, sabemos quanto custam os privilégios desta “nomenklatura” na ferida viva de nosso coração desiludido.

Parece que já faz tempo, muito tempo, que vimos você na rua, cabelo ao vento, gente jovem reunida nas manifestações que ocuparam ruas e avenidas do país afora em protesto contra a esquerdopatia visceral que tenta nos arrastar, a todos, para o cemitério das nações.

Onde estão todos? Onde se esconderam os cidadãos de bem? Homens e mulheres corajosos que não hesitam em gritar nas praças uma indignação que se apequena nas redes sociais?
Minha dor (e creio, também a sua) é perceber que apesar de termos feito tudo, tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais...

Precisamos com urgência, trocar de ídolos e crenças. Eles ainda são os mesmos e as aparências não enganam mais ninguém. Não adianta a Folha de São Paulo publicar uma pesquisa manipulada que nos atormenta com o morto-vivo petista (aquele que não tem sítio em Atibaia nem apartamento tríplex) à frente das intenções de voto nas eleições de 2018. 

Os esquerdopatas podem até dizer que eu tô por fora, ou então, que estou inventando. Mas, são eles que amam o passado e, óbvio, seus privilégios odiosos da Lei Rouanet ou do Imposto Sindical. É você, Pallocci, Bumlai, Lewandowiski, Toffoli e cia. que ama o passado e não vê que o novo sempre vem (nem que seja através de um João Dória).

Enquanto isso, minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo, tudo, tudo o que fizemos, nós ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais.

Até quando?

De brinde para você a imortal música "Como Nossos Pais" de Belchior, cantada por Elis Regina.


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