O ROCK DOS MORTADELAS.


Nem adianta tentar. Políticos e partidos não representam mais ninguém. Correção. O PT representa (ainda) a súcia dos autointitulados “intelectuais” (aqueles que, recentemente, assassinaram o Português com erros que não passariam na correção de texto do ENEM) e toda uma geração de zumbis descerebrados que se recusam a encarar sua causa mortis. Todos rumam para um escaninho irrelevante na tumba da história.
O mundo parece ter, finalmente, começado a libertar-se da realidade alternativa, aquela que tenta dissimular, sem êxito, a crueza de fatos inescapáveis. Na Coreia do Sul, a presidente Park Geun- hye (uma Dilma Vana light) foi “impichada” pelo já tedioso pacote extorsão-suborno-abuso de poder.
Na Romênia, a tentativa de descriminalizar, ora vejam, atos de corrupção menores que R$ 146.000,00 levou às ruas o maior protesto desde o fim do regime comunista em 1989. O Primeiro Ministro Sorin Grindeau não teve alternativa senão retroceder.
O Brasil também despertou do sonambulismo persistente que acometia a nação desde Pero Vaz de Caminha. Ainda temos Renans, Jucás, Padilhas, Gleisis e assemelhados os quais, pobres diabos, ainda creem poder usar um ilusionismo mequetrefe para ocultar todo um passado de comportamentos reprováveis.
Enquanto Caetano Veloso se declara cabo eleitoral do atoleimado terminal Ciro Gomes (o dublê de coronel decadente que pretendeu passar-se por analista de economia em um tal de Fórum da Liberdade, deleitando a plateia com a seguinte pérola “O protecionismo brasileiro é parte de nossa cultura e um meio de preservar nossa identidade”) Lobão e Roger Moreira (Ultraje a Rigor) lançam o novíssimo rock “O Bobo”.
Para você, caro leitor, aí vai a letra da música que tem tudo pra enlouquecer os viciados em mortadela.
- Olha, meu, nossa! O cara é descolado mesmo, hein, meu? Fui à Universidade. Xarope!
Mas veja só esse comportamento
É tão conveniente quanto confortável
Não é preciso muito discernimento
Nem se preocupar em parecer razoável
Jura de pé junto que é do Zé Povinho
Mas só quer andar com pessoal descolado
É tão rebelde quanto um carneirinho
Que obedece à patrulha pra não ser patrulhado
E alguém tá rindo da tua certeza
O revoltado bobo é uma beleza de se enganar
Você caiu feito um marreco no esquema
Que pena! Que pena! Que pena!
Mas é que o burro não sabe que é burro
Só quer é tirar onda no meio da manada
Papai Noel te fez de rena
Rena! Rena!
Yeah!
- Cadê a minha mortadela, Lobão? Tá lá no comitê!
Você teve tanta certeza de tudo
Mas se desesperou
Você engoliu a lorota de um mundo
Que te devorou
Mas a certeza de tudo é um sorvete na testa
Que te carimbou
E no conforto do rebanho é uma teta que seca
E que você mamou...
Ouça a música no link 

http://linkis.com/www.youtube.com/xKqwQ


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