A RAINHA DE SABÁ DO LEBLON.




Vinte e sete anos nos separam de duas prisões. Em 1989, a bilionária estadunidense Leona Helmsly (1920-2007), dona da cadeia de hotéis com seu sobrenome e, de quebra, do icônico Empire State Building, foi condenada a 16 anos de prisão pelos crimes de conspiração, sonegação de impostos e fraude.

Seu desprezo pelas leis e pelos subalternos, habitualmente submetidos às mais bizarras humilhações, fez com que ganhasse o epíteto de “Queen of Mean”, algo como a “Rainha da Maldade” após ser denunciada por um funcionário de se vangloriar que “Somente gentinha paga impostos”.

Em 6 de dezembro de 2016, a rica e corrupta advogada Adriana Ancelmo, mulher do rico e corrupto ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, passou a dormir em uma cela individual na Penitenciária de Bangu onde também reside seu consorte.

Adriana recebia mochilas recheadas com 300 mil Reais, em dinheiro vivo, às sextas-feiras durante 2014 e 2015, conforme relato de sua ex-secretária Michelle Pinto.

Claro, que há uma diferença abissal entre Leona e Adriana. A primeira, apesar de ser uma fraudadora sem escrúpulos, obteve sua fortuna à custa de muito trabalho (quando ainda era uma simples corretora de imóveis já possuía uma fortuna pessoal estimada em 1 milhão de dólares). A segunda (assim como seu marido), não precisaria roubar o dinheiro do contribuinte brasileiro sob a forma do recebimento de propinas de obras superfaturadas, já que é advogada e, pelo que consta, competente o suficiente para ter seu próprio escritório.

Em comum, ambas gostavam de joias caras. A diferença é que as de Adriana foram adquiridas com dinheiro roubado. Somente o conjunto básico composto de colar e par de brincos da raríssima turmalina Paraíba chegam a inacreditáveis R$ 841 mil Reais algo inimaginável para os trabalhadores honestos do país mesmo que trabalhassem por 87 anos.

Leona, travou uma batalha jurídica milionária e conseguiu ter sua pena reduzida para 4 anos em regime fechado e o pagamento de 7 milhões de dólares.

Ainda não há condenação para a Rainha de Sabá do Leblon. Mas, uma coisa parece certa. Neste Brasil pós-Moro, ricos e corruptos também tiram fotos de frente e de perfil diante da régua de medição de altura...


Vejam como era o semblante da "Rainha da Maldade"


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