O TELEFONEMA DE ROSINHA GAROTINHO.


Que o Brasil tem um senso de humor especialíssimo para tratar de suas próprias mazelas, todo mundo sabe. Esta é a forma “antropológica” que encontramos para lidar com vicissitudes recorrentes e desacertos históricos.

Claro que isso não é privilégio nosso.  No famoso livro “O 18 Brumário de Luís Bonaparte” (acesso livre em https://neppec.fe.ufg.br/up/4/o/brumario.pdf ) logo no Capítulo I, Karl Marx atira no alvo: “ Hegel observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa”.

Somos um caso à parte no quesito “farsa”. Qual país nos emula com a cena de um Garotinho esperneando para não ser conduzido de ambulância ao presídio de Bangu?

Diga-me, caro leitor, qual presidente mundial seria capaz de proferir esta pérola cômico-patética “A mulher abre o negócio, tem seus filhos, cria os filhos e se sustenta. Tudo isso abrindo o negócio”. Foi ela mesma em quem você pensou: Dilma Vana.

Nossos animais políticos e o estranho mundo onde habitam não são páreo para nenhum humorista: do antológico programa de humor PRK-30 “Estação Clandestina” (1944-1964) na Rádio Nacional ao site “O Sensacionalista”.

Vejam se não tenho razão:

Encontraram-se no inferno Rosinha Garotinho, Donald Trump e Margaret Thatcher. Trump pediu ao diabo para fazer uma ligação aos EUA porque queria saber como ficara o país após sua partida. Falou dois minutos e ao encerrar a chamada o diabo deu a conta: três milhões de dólares. Trump fez um cheque e pagou na hora.

 Logo, Thatcher quis telefonar para Londres para saber como estava a Inglaterra após o Brexit. Falou por cinco minutos. O diabo passou a conta em libras esterlinas: o equivalente a 10 milhões de dólares.

 Em seguida, Rosinha Garotinho, meio encabulada, pediu ao diabo para falar com o Rio de Janeiro. Conversou mais de três horas com Anthony Garotinho. Quando desligou, o diabo passou a conta: meros três dólares e meio. Rosinha ficou atônita e perguntou ao diabo porque ela, que falara muito mais tempo que seus colegas de infortúnio estava pagando tão pouco?

O diabo respondeu: “De inferno para inferno o preço é de chamada local”.


No país de Geddel Vieira (anão do orçamento) que tem a cara de pau de perguntar “Que ilegalidade há nisso?” referindo-se ao achaque que perpetrou contra o ex-ministro Marcelo Calero e no de Michel Temeroso que aceita de, bom grado, esse deboche, o “humor” vigente faria uma hiena chorar. 

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