POLITIZADOS, ISENTOS E NÃO ESTOU NEM AÍ...



O polêmico analista político Alberto Carlos Almeida (o mesmo que foi gravado expondo suas opiniões pouco ortodoxas - se tiver estômago forte ouça em  https://soundcloud.com/julia-affonso-2/audio-15 ). 

Almeida, entretanto, está certo ao dizer em seu livro “A cabeça do eleitor” (Record-2008) que o cidadão leva em conta quatro tópicos importantes na escolha do seu candidato:

1. Qual é o nível de poder do candidato para combater os problemas que o atingem;
2. Qual é o principal problema que o atinge no momento;
3. Qual o candidato que está dizendo que vai resolver o seu principal problema;
4. Qual o candidato que tem autoridade e currículo que permite antever que ele realmente vai resolver este problema.

Surfando no tsunami atual do interesse cada vez maior do cidadão comum pela política, o IBOPE publicou recentemente os resultados de uma pesquisa referente às eleições de 2016. Veja a seguir o resumo:

36% dos eleitores são “Politizados”

Sabem, desde o início, em quem vão votar. Não anulam seu voto e não votam em branco. Votariam mesmo se o voto não fosse obrigatório. Dois em cada três, têm preferência por alguma legenda. Participam das mídias sociais e compartilham opiniões contra e a favor de um determinado candidato. Utiliza com frequência o WhatsApp para o debate político. Leem Blogs. Raramente mudam de opinião.

26% dos eleitores são “Isentos”

Possuem quase tanto interesse quanto o “Politizado”. A diferença é que é mais flexível. Costuma definir seu voto nas últimas semanas. Informam-se através da mídia tradicional (jornais e TV). Discute política com amigos e familiares. Vê debates e programas eleitorais. Tem 30% a mais de chance de mudar seu voto após receber mensagens negativas oriundas de mídias sociais.

38% “Não estão nem aí”

Só votam porque é obrigatório. Não possuem qualquer interesse pela política. Não têm identidade partidária nem ideológica. Têm o dobro de chance de anular seu voto ou votar em branco. Informam-se pelo rádio ou TV. Não veem propaganda eleitoral nem debates. Se o voto fosse facultativo, 84% não votariam em ninguém. Pode votar em qualquer um ou em ninguém. Moram nas cidades da periferia dos grandes centros metropolitanos.

Saber que 62% dos eleitores brasileiros se interessam por política é algo novo e extremamente relevante. Aos 38% restantes repito a famosa frase de Platão em duas versões:

“Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam”.


“O castigo dos bons que não fazem política é serem governados pelos maus”.

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