COISAS ESTRANHAS.



Não existe diferença entre passado, presente e futuro. É tudo tão somente uma mera ilusão, ainda que persistente.

Não, caro leitor, não estou maluco. Quem disse isso foi Albert Einstein (1879-1995) no ano de 1955. A complexa Teoria da Relatividade não está acessível a nós, simples mortais, com todas as suas considerações sobre a equivalência do binômio “espaço-tempo”.  Segundo Einstein, o tempo é um trem que anda à velocidade de 1,08 bilhões de km/h, ou seja: à velocidade da luz. Nesta velocidade, simplesmente o tempo deixa de existir.

Isso traz implicações inquietantes do tipo: quanto mais rápido você se deslocar, mais lentamente o tempo vai passar. Mas só pra você. Por outro lado, quando você está imóvel é o tempo que flui à velocidade da luz.

À medida que a distância entre indivíduos aumenta, a perspectiva do que seja o “agora” é brutalmente alterada. Se você estivesse em um corpo qualquer da galáxia UDFj-39546284, descoberta pelo telescópio Hubble em 2010, situada há 13,2 bilhões de anos-luz da Terra, nosso planeta estaria no ano de 2100.  Já estaríamos livres das idiotices de Lula da Silva e de seu séquito de aduladores fanáticos. Quem sabe, com a extinção da psicopatia esquerdo-trevosa o mundo não teria a qualidade de vida da parte boa de Elysium (2013- dirigido por Neill Blomkamp) ?

A Teoria dos Mundos Múltiplos, apresentada pelo aluno de doutorado da Universidade de Princeton-EUA, Hugh Everett III, em 1954, afirma que dois ou mais objetos físicos e não físicos, realidades e percepções podem coexistir no mesmo espaço-tempo. Pela teoria dos múltiplos universos ou das realidades paralelas eu, você e todo o mundo poderíamos, neste exato momento, estar experimentando as delícias (ou o horror) de infinitas possibilidades de “vivências”. 

Foi exatamente este, o mote da série “blockbuster” da Netflix, STRANGE THINGS criada pelos irmãos Duffer (Matt e Ross). Aqui, a realidade alternativa, chamada de “mundo invertido”, nos mostra uma sombria e apavorante dimensão que nos espreita.

Lembra-se de Winona Ryder, a talentosa atriz de The Age of Innocence ( A Idade da Inocência – direção de Martin Scorcese/1993) e The Crucible (As Bruxas de Salém – direção de Nicolas Hytner/1996) ? Após um período de passagem por produções menos exitosas, renasce na interpretação eletrizante de Joyce Byers, a mãe do menino que é abduzido para uma macabra realidade paralela.

Se você tem estômago para ver o Psicopata de Caetés no papel dele mesmo em uma de suas patéticas realidades alternativas, então você tirará essa série de letra. Destaque especial para a atriz inglesa de 12 anos Millie Bobby Brown em uma interpretação arrebatadora (foto acima).


E, claro, mais não vou contar para não dar spoiler.

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