AS ROSAS FALAM. VOCÊ É QUE NÃO ESCUTA.



“Bate outra vez, com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão, enfim”.

Esta é a estrofe inicial de uma das mais famosas canções brasileiras – “As rosam não falam” do compositor Angenor de Oliveira (1908-1980), mais conhecido como Cartola. Nem vamos falar de sua vida difícil e atribulada. Isso não importa.

O que importa mesmo, é que, aos 66 anos, em 1974, Cartola entrou para o panteão dos gênios da nossa música ao gravar seu primeiro disco-solo. Nele estavam “Acontece” e “O sol nascerá”.

Em 1976, Cartola lançou outro álbum com duas das mais belas músicas já compostas neste país: “O mundo é um moinho” e “As rosas não falam”. Cartola tornou-se imortal.

Se você passou dos sessenta, mora no Brasil e ainda mantém o fio da esperança teso, pode se considerar também um imortal. Afinal de contas, não é para qualquer um sobreviver incólume depois de Jânio Quadros (1961), João Goulart (1961-64), João Figueiredo (1979-85), José Sarney (1985-90), Fernando Collor (1990-92), Lula-o indiciado (2003-11) e por último, Dilma Vana – a madrasta de 12 milhões de desempregados.

 Provavelmente, assim como você, não elegi Temer mas, faça-me o favor, qualquer coisa é melhor do que Dilma Vana e seu séquito de dementados black-blocks.

Hoje, após anos de experiência no mundo corporativo, tenho uma consultoria. Presto serviços na área do desenvolvimento humano. Acredito que o sucesso das pessoas, não importa em que setor, se deve única e exclusivamente à sua capacidade de se conectar com outras pessoas e com o mundo.

Durante minha via profissional, conheci muita gente que acreditava em seus títulos e diplomas como a base para a geração de valor. Alguns conseguiam isso destruindo vidas. Outros marcavam passo no limbo da mediocridade sem entender ao certo porque a roda do sucesso girava sem eles a bordo.

Pouquíssimos se davam conta de que é preciso muito mais do que conhecimento e habilidade para entregar resultados sustentáveis.
A história está repleta de déspotas e manipuladores que levaram civilizações inteiras ao abismo. Claro que ninguém está pedindo aqui a clonagem de um novo Ghandi como modelo para a liderança corporativa. A coisa é muito mais simples e ao mesmo tempo complexa.

Para aqueles que ainda não conseguem, é vital desenvolver a capacidade de conexão “H2H”. “Human to Human”. É forte a tendência de que a sociedade esteja iniciando um novo ciclo de humanismo. E de ética. E isso parece não ter volta. Independentemente de Roussefs, Da Silvas, Cunhas, Calheiros e Lewandowisks.

Enquanto isso, caro leitor, receba minha humilde proposta. Abra olhos, ouvidos e coração para perceber as mensagens que já estão no ar.

Os anos de treva espessa com políticos e empresários fora-da-lei no comando dos destinos da nação estão em seus estertores. E sabe por quê? Há um país inteiro que, a cada dia, se torna mais consciente do rumo que quer tomar. Termina o inverno e as rosas da primavera falam de um novo tempo.


A propósito. Começa amanhã em São Paulo (o terceiro maior centro de produção de musicais do planeta) o espetáculo “Cartola- O mundo é um moinho”. E é mesmo. Você ainda tem alguma dúvida?

De brinde pra você, "As rosas não falam" cantada por Emílio Santiago (1946-2013).


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