SEM CONEXÃO NÃO HÁ LIDERANÇA. NEM MEDALHA DE OURO.



Precisávamos desta medalha de ouro no vôlei. O problema é que já tínhamos perdido para os Estados Unidos e Itália. Bernardo Rocha de Rezende, não tem personalidade fácil. Se Bernardinho, um dia tivesse morte cerebral, seu coração não ia servir para nada. Conheço bem isso. A tensão extrema, via de regra, vai parar no lado esquerdo do peito.

Só que Bernardinho sabe, como ninguém, se conectar com sua equipe. Em entrevista recente, ele disse que a seleção anterior sabia lidar bem com “o esporro”. Mas, definitivamente, esse não era o caso da seleção atual. A única forma de criar conexão era através da calma e do controle emocional. Difícil, mas não impossível para ele.

Amy Curdy da Harvard Business School autora do artigo “Conecte-se, depois lidere” (em parceria com Matthew Konut e John Neffinger) vai mais longe. Ela simplesmente diz que a ciência comportamental já encontrou a resposta para se exercer influência autêntica e verdadeira sobre os comandados: “projetar afetividade”. Veja que fantástico: “só depois de conquistar o afeto das pessoas é que o líder deve exibir competência para aqueles que tenta inspirar” dizem ou autores.

Faz todo o sentido e nem é preciso ser de Harvard para saber disso. Arrogância e autossuficiência como todos sabem (com exceção de Dilma Vana) são atitudes extremamente antipáticas. Quem lidera dessa forma pode até conseguir adeptos à sua causa, mas nunca pelos motivos corretos. Este tipo de liderança não é sustentável. Trocando em miúdos: um dia a casa cai. 

Liderar é inspirar. O verdadeiro líder mobiliza pela sua capacidade de se conectar com as pessoas. Sem conexão não há liderança.
Nações não deixam de ser corporações apesar de muito maiores e complexas. “Presidentes” são CEO’s cuja função, em última análise, é gerar valor à sociedade. Nós, os cidadãos, somos os verdadeiros acionistas desta empresa. Queremos nossos dividendos. Se eles não vêm podemos destituir o “manda-chuva” através do voto ou do impeachment.

Para que tudo isso funcione no século atual das mudanças constantes, da volatilidade dos cenários, da ubiquidade da informação o estilo de liderança não pode ser o de Gêngis Khan ou Nicolás Maduro.

As corporações (e as nações) precisam de líderes inspiradores, agregadores, confiáveis e que façam do relacionamento com seus comandados um saudável exercício de conexão emocional profunda, genuína e produtiva. É só assim que se consegue gerar valor aos acionistas e cidadãos.


Maquiavel também nos avisou do alto de sua experiência: “Na política, os aliados atuais são os inimigos de amanhã”. Dilma, claro, não leu Maquiavel. 

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