DEUS E A NATAÇÃO BRASILEIRA.


A primeira olimpíada da era moderna foi realizada em Atenas no ano de 1896. A natação era disputada no mar Mediterrâneo mesmo. Nada de piscinas de águas tranquilas em ginásios com temperatura controlada.  Os nadadores tinham que enfrentar água fria (13 graus centígrados) e as ondas que Netuno enviasse.

A primeira medalha de ouro foi conquistada pelo húngaro Alfréd Hajós (1878-1955) com o tempo de 1:22:02. O Brasil só começou a participar de olimpíadas em 1920, em Antuérpia-Bélgica.

Até agora, só vi na TV, uma disputa. A nado de peito masculina nos 100 metros.

Não sou especialista em esporte algum. Muito menos em natação. Mas, comecei a me preocupar quando percebi a linguagem corporal dos nossos dois nadadores. 

Felipe França entrou com o agasalho aberto ao peito caminhando como se estivesse na calçada de Copacabana enquanto todos os demais se apresentavam sisudamente compostos em seus agasalhos fechados.

João Gomes, ao subir ao bloco de largada fez o sinal da cruz (o único a realizar este ritual). Todos os demais, totalmente concentrados e focados no momento e na prova, mantinham-se estáticos como um guepardo antes de dar o bote.

Ganhou o britânico Peaty Adam, um pouco mais que um garoto de 21 anos. Bateu o recorde mundial na categoria com o tempo de 57s13.

João Gomes ficou em quinto lugar com o tempo de 59s31. Felipe França em sétimo com 59s38.

Na curta entrevista que deu ao repórter, Gomes fez menção à proteção divina. Nenhuma palavra sobre o seu desempenho.

Caro João. Lamento dizer-lhe que Deus deve ter coisas muito mais importantes para fazer. Tenho quase certeza de que Ele estará usando seu eterno tempo na criação de novos universos em dimensões sequer cogitadas por nós, pobres criaturas deste planeta insignificante.

Para ganhar medalhas olímpicas faça como Peaty Adam. “Eu treinei minha mente tão bem que eu me sinto como se estivesse nadado esta prova por toda a minha vida. Eu fiz isso pelo meu país, não por mim”.

Ganhar medalha de ouro é uma questão de força mental e foco extremos. O corpo só acompanha. Se estiver preparado, é claro!

Menos choro, Brasil. 

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