DO QUE MUNDO PRECISA.

Eu tinha 16 anos quando os lendários Hal David e Burt Bacharach lançaram uma melodia que falava de amor. O mundo já precisava dele em 1965. O ativista radical de direitos humanos Malcolm X, seria brutalmente assassinado por extremistas muçulmanos de sua própria falange justamente por ter se tornado mais “moderado” em sua luta contra o racismo.

O racismo é irmão gêmeo da homofobia. O pequeno Malcolm Little viu seu pai ser assassinado e sua casa incendiada pelos monstros da Ku Klux Klan. Em pleno século 21, 76 países (na maioria africanos ou muçulmanos) criminalizam a orientação sexual de seus cidadãos. No Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes e Nigéria (só para mencionar os mais importantes) a lei prevê a morte por enforcamento ou apedrejamento de homossexuais masculinos. As mulheres têm melhor sorte: recebem chibatadas ou podem ficar até 15 anos na prisão.

Apesar de notícias frequentes sobre agressões em diferentes graus a cidadãos e cidadãs homoafetivos, o Brasil ocupa a 13ª posição dentre os países mais tolerantes neste quesito segundo a pesquisa Global View on Morality realizada em 2014 pelo Instituto de Pesquisa Pew.

Os Estados Unidos ocupam a 12ª posição em uma lista onde os europeus lideram em todos os primeiros lugares. O país mais gay friendly? A Espanha. Primeiro lugar em respeito às diferenças que pontuam a complexa escala da sexualidade humana.

Por aqui, 44% dos entrevistados declararam que a orientação homoafetiva é aceitável. 14 % sequer consideram este tópico como algo que tenha algum cunho moral. Os intolerantes são 39 %. Não é pouco.  Dentre eles, o perturbado deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) que culpou as vítimas pelo ocorrido no Twitter “Triste a tentativa de grupos LGBT de usar a esta tragédia para se promover como se a razão deste ataque fosse apenas homofobia”.

Na Espanha o ódio contamina apenas 8% dos seus cidadãos. Incrível e meritória evolução de costumes em um país (ainda) majoritariamente católico e latino.

Logo após o massacre de Orlando, estrelas da Broadway gravaram uma homenagem aos 49 mortos e 53 feridos vitimados pelo facínora Omar Mateen, cidadão estadunidense e seguidor do Estado Islâmico.

Legendas como Joel Grey, 84 anos, Oscar de 1973 por “Cabaret” estavam lá. Whoopi Goldberg também. A lista é longa e inclui Chita Rivera, Bernadete Peters, Nathan Late, Matthew Broderick, Carole King. A nata dos palcos nova-iorquinos. Mais de 100 artistas. Da veterana Audra McDonald a Sarah Jessica Parker.


Todos cantando What the World Needs Now is Love. É disso que o mundo precisa para trazer luz às trevas dominadas pelo ódio dos intolerantes que, na maioria das vezes, se utilizam da religião para justificar sua insanidade incurável. Seja eles quem forem...

Assista o vídeo. O dinheiro arrecadado pela gravação será destinado às famílias das vítimas. 


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