COM A BENÇÃO DO SÃO FRANCISCO.

O Brasil ainda é um player secundário no supercompetitivo mercado global de vinhos e espumantes. Ocupamos um discreto 15º lugar dentre os maiores produtores mundiais com 2,7 milhões de hectolitros ao ano. A Itália é o maior produtor com 48,9 milhões. Em segundo lugar vem a França com 47,4. Argentina (13,4 hl) e Chile (12,9 hl) ocupam respectivamente a quinta e sexta posições.

O mundo do vinho como você, caro leitor, certamente já se deu conta ainda está saturado de frescuras e mitos que não mais se sustentam nesse século 21 repleto de biotecnologias inimagináveis há trinta anos. Dentre as bobagens que passam de geração a geração talvez a mais famosa seja aquela que reputa a idade como fator preponderante para a qualidade de um vinho. Conversa de bêbado. Cerca de 90% dos rótulos produzidos no mundo são feitos para serem degustados em até um ano. E não há nada que os faça “evoluir” como pensam os sommeliers de fim-de-semana. É quase certo que eles, ao contrário, ficarão piores com o tempo.

Outro dogma martelado no código canônico dos enófilos anônimos é que fora dos paralelos 30 e 50 não se pode gerar bons vinhos. Mito em adiantado processo de desconstrução. O Testardi Syrah 2010 produzido pela Vinícola Miolo na região do Vale do São Francisco foi o vencedor na categoria tinto nacional na Expovinis 2012 considerado o maior evento da América Latina.  Testardi quer dizer “teimoso” em italiano. Nome perfeito para informar aos preconceituosos que não há limites para a excelência em vinhos quando se casa persistência com tecnologia.

O segredo? Uma região com 300 dias de sol por ano, água em abundância canalizada do rio São Francisco, solo semiárido capaz de produzir duas safras e meia anuais. Este “combo” é simplesmente perfeito para a variedade “syrah” que gosta de calor e não de chuva o que resulta em vinhos e espumantes únicos com aroma de fruta madura.

Assim como a uva malbec é a marca registrada da região de Mendoza (Argentina) a syrah é a uva que melhor representa o Vale do São Francisco agora elevado à categoria de “terroir”.


E pensar que, há quatro décadas, toda essa região era apenas a continuidade da desolação improdutiva da caatinga. Tudo isso é passado. Petrolina e sua irmã siamesa Juazeiro constituem um pujante mercado consumidor com cerca de 500 mil habitantes prova de que o empreendedorismo privado gerador de empregos e riqueza é a melhor bolsa-família que existe. O resto é histeria de esquerdopatas alucinados.  


Petrolina - PE


A nova cara de Petrolina.



99% da uva de mesa exportada pelo Brasil sai do Vale do São Francisco.


Syrah perfeitamente adaptada ao sertão franciscano.


Raphael Ribeiro - Vinícola Ouro Verde / Miolo Wine Group.



Josiane - Vinícola Rio Sol

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