SEM MENTIRAS, SEM IDEOLOGIA.

Gustavo Franco é um economista brilhante. Graduado pela Pontifícia Universidade Católica com mestrado na mesma instituição , sua tese "Reforma monetária e instabilidade durante a transição republicana", defendida em 1982, ganhou o primeiro lugar e o Prêmio BNDES de Economia para teses do gênero.

Franco doutorou-se em Harvard, uma das mais prestigiadas universidades do planeta. Novamente, ganhou o Prêmio "Haralambos Simionides" em 1987 com sua tese "Hiperinflação nos anos 20 - Alemanha, Polônia, Áustria e Hungria" concedida pela ANPEC - Associação Nacional de Centros de Pós-Graduação em Economia.

Franco foi diretor e presidente do Banco Central entre 1993 e 1999. Para você, caro leitor, que não possui muita intimidade com os espinhosos temas econômicos, este Blog vai tentar deixar mais acessível as ideias de Franco publicadas no seu artigo "A Derrocada" no jornal O Globo neste domingo de Páscoa.

1. A brutal queda no PIB nestes dois anos do segundo mandato de Dilma Vana (2015-2016) prevista , na melhor das hipóteses, para 6,23 % será a pior da história da República. Apenas no período 1930-31 , durante a grande depressão, o país viveu algo semelhante : uma queda acumulada do PIB de 5,33%.

2. Em algum ponto entre 2007-2008, durante o segundo mandato de Lula, o PT deixou de lado seu pudor em relação aos fundamentos econômicos recebidos do governo anterior e iniciou o processo de destruição da economia.


3. Entre 2003 e 2013, o crédito bancário dobrou passando de 23,6 a 55% do PIB graças à brutal expansão do crédito pessoal. O endividamento familiar mais que dobra no período, pulando de 20 a 46% da renda.

4. A "Ascensão da Classe C", pedra fundamental do discurso petista é fruto do fenômeno demográfico do envelhecimento populacional e não dos decantados "programas sociais".
Em 2000, uma família de 7 membros composta de casal mais 5 filhos em idade escolar pertencia à Classe D ou E, conforme os critérios da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios. Quinze anos depois, nessa família todos os seus 7 membros trabalham e o avô, que foi morar com eles, disponibiliza sua aposentadoria do INSS para o pagamento das dívidas comuns. Esta é a "Nova Classe C": todos moram junto e se endividam juntos. Zero de mérito governamental. No mundo todo foi mais ou menos isso o que aconteceu.

5. A idade de ouro do consumo acabou em 2008. A partir daí e com a ajuda do descobrimento do pré-sal o petismo sepultou de vez a responsabilidade fiscal detonando as contas públicas.

6. A partir desse momento, o "novo ambiente de negócio" eufemismo usado para encobrir o novo e antiético modelo de relacionamento entre o público e privado também conhecido como "capitalismo de capangas" explodiu as finanças e a credibilidade do país.  Nada de competição. Nada de atuação livre do mercado. O que vale agora são os conchavos, as políticas seletivas e a definição dos "campeões nacionais" e empresas amigas do poder. O exemplo extremo: Eike Batista e suas empresas "X".

7. Por trás desta estratégia, a crença bolivariana-petista de que o capitalismo acabara e o novo modelo exigia um modelo chinês-chavista. Os gurus de Dilma Vana utilizaram, claro, o que havia de pior nos dois mundos.

8. A hiperinflação só não voltou por causa das instituições e das defesas criadas em 1994. O resultado todos conhecemos: o Brasil quebrou com o hiper-endividamento público, incompetência visceral e escolhas erradas.

9. A estagnação da produtividade e a corrupção em larga escala -o novo modus operandi do "capitalismo companheiro"- tem seu primeiro confronto com o "Mensalão" logo superado em magnitude com o "Petrolão".

10. A corrupção é tanto maior quanto menor é o papel dos mercados. E, evidente, menor a transparência dos atos governamentais. Lembra-se da caixa-preta do BNDES ainda indevassada?

11. É aí que entra a Lava-Jato. O resto você já conhece.

Somente com o poderoso antídoto das 10 medidas anti-corrupção propostas pelo Ministério Público e a determinação do Judiciário com o apoio da sociedade é que recuperaremos o país que nos foi sequestrado pelo partido de Lula e Dilma Vana.

É preciso o retorno dos valores eternos para o progresso material e social das nações : a impessoalidade, a concorrência, a transparência, a meritocracia. São estes os fundamentos essenciais de uma economia de mercado sadia. O resto é bolivarianismo primário.


    

posts parecidos

Política

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário é muito importante para o desenvolvimento deste Blog. Desde já obrigado!

Conectividade de A-Z

O CANAL PARA FALAR DA CONEXÃO HUMANA.

Aqui você tem voz. Pode contribuir, sugerir, criticar, propor temas, discutir e ampliar o escopo do Blog. Nossa conexão poderá fazer a diferença.