PICHADORES E "PRESIDENTAS" ESTÃO SUJEITOS À LEI.

Pichação é crime. Para sua informação, caro leitor, a Lei Ambiental 9605 de 12.02.1998 prevê, em seu artigo 65, pena de multa e detenção de 6 meses a 1 ano para este tipo de agressão ao patrimônio público.

O delinquente Mário Augusto Faleiro Neto, 25 anos,vulgo “Marú” (sic) foi identificado pela Polícia Civil de Belo Horizonte. Este psicopata urbano orgulhava-se de seus atos destrutivos ao ponto de postar na internet seu portfólio de agressões ao patrimônio público e privado. Será indiciado.

“Marú” já tinha ficha criminal. Fora preso em 2013 por crime semelhante. A Prefeitura de Belo Horizonte declarou que saem dos seus cofres  cerca de R$ 2 milhões ao ano somente para a limpeza do produto imundo dessas mentes perturbadas.

Segundo o delegado Murilo Ribeiro, que cuida do caso, a pena é muito leve; quase inócua.  Os danos à igreja de São Francisco de Assis só não foram maiores porque o reincidente temeu ser agredido por transeuntes que passavam pelo local.

Postei no Facebook uma “convocação” para alertar as autoridades sobre o caso. A reação foi pífia. O tema só sensibilizou 4 pessoas dentre as 416 que se interessam de alguma forma por mim. Nenhum de meus amigos mineiros se manifestou. Dá pra entender. Nesses dias de convulsão nacional há fatos muito mais relevantes do que a pichação de uma igreja (seja ela tombada ou não).

Mas, isso também merece uma reflexão. Nova Iorque era refém de celerados de diversos níveis na década de 80 do século passado. Um dos alvos favoritos era o metrô que, a cada dia, tornava-se mais imundo e deteriorado pelos pichadores. 

A mais icônica metrópole do planeta sofria a agressão contínua de gangues, drogados, traficantes e outros criminosos os quais, quase sempre, contavam com a conivência de uma polícia corrupta.

Tudo começou a mudar quando a lente de um jovem (22 anos) e destemido fotógrafo, em 1981, começou a documentar as condições de extremo descaso das autoridades para com o metrô da cidade. O nome dele: Christopher Morris. 




Mas isso não é tudo. Philip Zimbardo, professor da Universidade de Stanford (EUA) resolveu dinamitar alguns conceitos arraigados sobre comportamento social nas cidades estadunidenses. 

Deixou duas viaturas idênticas (mesma marca, modelo e cor) abandonadas em vias públicas. Uma delas, ficou em uma área pobre e perigosa do bairro nova-iorquino do Bronx. A outra, na rica e tranquila cidade californiana de Palo Alto.

A “comunidade” do Bronx não deixou por menos. Em poucas horas depenou completamente o veículo. Aquilo que não puderam roubar foi vandalizado. Em Palo Alto, nada aconteceu com a viatura gêmea.

A coisa não parou por aí. Quando quase mais nada restava do que antes era um veículo no Bronx, os pesquisadores quebraram um vidro de seu congênere em Palo Alto. Querem saber o que aconteceu? Palo Alto desencadeou o mesmo ataque de fúria ocorrido no Bronx. O caso ficou conhecido como a "Teoria das Janelas Quebradas"
 e serviu de base para o projeto "Tolerância Zero" do prefeito novaiorquino Rudolph Giuliani.

Conclusão: não é a pobreza a responsável por comportamentos delituosos. A psicologia humana é muito mais complexa do que nos quer fazer crer a deputada Maria do Rosário Nunes (PT/RS).

A sociedade funciona assim: se as normas do bom funcionamento cumunitário são ignoradas e códigos de convivência são costumeiramente quebrados isso significa a desimportância da lei e a aceitação tácita de que qualquer conduta antiética ou ilegal é tolerada. Pode ser um vidro quebrado, estacionar em local proibido, receber propina de empreiteiros ou, quem sabe, até mesmo ocultar a propriedade de um sítio em Atibaia...


Tá na hora de tolerância zero para pichadores, congressistas corruptos e presidentas que praticam crimes de responsabilidade.

Feliz Páscoa!

Obs.: A obra atual de Morris pode ser vista em
http://www.christophermorrisphotography.com ).

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