MARCELO ODEBRECHT, CONDENADO. LUIZ ESTEVÃO, PRESO. NOVOS TEMPOS!



O Sr. Puntilla é uma pessoa estranha. Faz coisas que ninguém acredita quando sob o efeito do álcool. Uma vez, após tomar umas e outras aumentou o salário de seu motorista e amigo Matti.  Em outra, saiu ele a propor matrimônio às moçoilas da aldeia onde mora. 

Puntilla tem posses e uma filha que está prestes a realizar um casamento de sorte, mas só se sente mesmo feliz diante de um copo de aguardente. Daí ele incorpora distintas personas. Umas são patéticas. Outras apenas simpáticas. Algumas são, decididamente, desprezíveis.

Tá tudo na peça “O senhor Puntilla e seu criado Matti” do dramaturgo alemão Bertold Brecht (1898-1956). Todo mundo conhece um Sr. Puntilla. Quando ele é tão somente um tio bizarro a gente ri e deixa passar. Quando se trata de um ex-presidente da República o estrago pode assumir proporções armagedônicas.

Saiu, finalmente, a sentença de Marcelo Odebrecht considerado o "mandante":19 anos e 4 meses de prisão em regime fechado pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa. 

Os ex-diretores Márcio Faria, Rogério Araújo foram condenados a 10 anos. Os subalternos César Rocha e Alexandrino Alencar pegaram , respectivamente, 8 anos 10 meses e 20 dias  e 7 anos e 6 meses.

A coisa não para por aí. Os criminosos serão obrigados a devolver aos cofres da Petrobrás R$ 108.809.565,00 e 35 milhões de dólares. Esse é o montante da multa imposta.

Claro que os condenados recorrerão. Deverão perder. E se condenados em segunda instância serão presos. Como acaba de sê-lo  o ex-senador Luiz Estevão julgado e condenado em 2006 a 31 anos de reclusão pelo crime de desvio de dinheiro do Fórum Trabalhista de São Paulo. Lembra-se dele?

Estevão (amigo do peito do reincidente e notório Fernando Collor) flanava em Brasília na certeza de que jamais seria encarcerado. Seus 34 recursos não foram capazes de livrá-lo das grades. Isso, graças à recente decisão do STF (já comentada nesse Blog).

Os comparsas da Odebrecht apostaram todas as fichas na impunidade. Tanto é que menosprezaram a oportunidade de realizar delação premiada. Mas, havia um Sérgio Moro no caminho.

Brecht disse que “Muitos juízes são absolutamente incorruptíveis; ninguém consegue induzi-los a fazer justiça”. Isso, definitivamente, não se aplica a Moro. Novos tempos!

posts parecidos

Política

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário é muito importante para o desenvolvimento deste Blog. Desde já obrigado!

Conectividade de A-Z

O CANAL PARA FALAR DA CONEXÃO HUMANA.

Aqui você tem voz. Pode contribuir, sugerir, criticar, propor temas, discutir e ampliar o escopo do Blog. Nossa conexão poderá fazer a diferença.