IMAGEM DESTROÇADA.



Imagem corporativa é tudo. Não há o que discutir nessa matéria. Empresas investem mais que dinheiro na construção de uma boa imagem. Elas investem suas vidas. Entretanto, pessoas jurídicas não possuem alma. Nem coração. As corporações apenas refletem a personalidade de seus dirigentes de carne e osso. São eles, com seus valores e crenças, os forjadores da imagem real de suas marcas. Para o bem e para o mal.

Lembra-se de como a British Petroleum deixou escapar através de seu presidente Tony Hayward como ela realmente pensava sobre a tragédia ambiental no Golfo do México ocorrida em  2010? “O que eu quero mesmo é ter minha vida de volta”. Disse ele.

Por aqui, a Samarco, controlada pela Vale, fez pior. Destruiu o Rio Doce no maior desastre do gênero jamais visto no planeta. Sua determinação em reparar o holocausto ambiental por ela perpetrado é igual ao do governo de Dilma Vana em relação ao surto de Zika.

Hoje, foi deflagrada a 26ª etapa da Operação Lava-Jato, apelidada de “Xepa”. Quando a gente achava que já tinha visto todo o tipo de desatino corporativo e lê na imprensa que a Odebrecht criara um submundo secreto destinado exclusivamente à prática criminosa, percebe-se que realmente não há nada que estanque a determinação patológica de certos empresários para o ilícito.

A empresa do hoje presidiário Marcelo Odebrecht possuía um sistema informatizado próprio (desatrelado dos demais) para a gestão da complexa rede de dados referentes aos pagamentos de propina. O sistema era de acesso reservado aos chefões da empresa, Marcelo incluído.

Nada parecia deter a Odebrecht, ciosa de que sua simbiose com os altos escalões do governo e, claro, seu extraordinário poder econômico a livrariam de quaisquer “atribulações” jurídicas. Mesmo após a deflagração da 14ª fase da Lava-Jato (19.06.2015) ,na qual os seus dirigentes foram encarcerados, ela continuou com a prática do pagamento de suborno em escala superlativa.

Catorze executivos do Grupo Odebrecht estavam diretamente envolvidos no assim chamado “Setor de Operações Estruturadas” cuja real função era o pagamento de propina a agentes públicos através de uma sofisticada “contabilidade paralela”.


Passarão gerações até que a Odebrecht seja sinônimo de empresa ética. Se é que algum dia seus fundadores e dirigentes se importaram com isso.

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