COM VIDA PRÓPRIA...

Hoje é domingo, pé de cachimbo. Por mais que você procure não encontrará um pé de cachimbo. Parece que a antiga cantiga popular queria era dizer que o “domingo, pede cachimbo”. Faz mais sentido. Domingo é um dia que incita a reflexão seja ela defronte de um teclado de computador ou sentado na varanda com ou sem cachimbo.

Alguns eventos, quando iniciam, passam a ter vida própria. Por mais que qualquer um dos atores que o compõem faça e aconteça, ele segue soberano como o Rio Amazonas que nasce pequeno até desembocar no Atlântico, com uma foz de inacreditáveis 300 km de largura. Simplesmente, não há força que o faça parar.

As mudanças que ocorrem no humor da sociedade açuladas pela “reação torpe e indigna de mentes autocráticas e arrogantes” seguem a velocidade de um painel eletrônico de aeroporto.

Neste domingo, pós manifestações verde-amarelas e vermelhas, eis que, o painel de controle que nos informa ciberneticamente sobre tudo o que se passa nos neurônios da sociedade não deixa por menos:

PESQUISA DATA-FOLHA REALIZADA NOS DIAS 17 E 18.03.16:

 68% dos eleitores apoiam o impeachment de Dilma Vana.
Houve um aumento de oito pontos percentuais desde a última pesquisa de fevereiro deste ano.

65% acham que Dilma Vana deveria renunciar. Eram 58% em fevereiro.

69% continuam achando o governo de Dilma Vana ruim ou péssimo. Ficou dentro da margem. Eram 71% na pesquisa de agosto de 2015.

57% não votariam em Lula de jeito nenhum se as eleições fossem hoje. Entre os mais pobres, são 49%. Entre os mais ricos, 74%.

68% veem a nomeação de Lula como um artifício para que ele obtenha foro privilegiado. E, claro, escape da Lava-Jato.

73% acham que Dilma Vana agiu mal em convidar Lula para o cargo de ministro.

DORA KRAMER- ARTICULISTA DO ESTADO DE SÃO PAULO.

Vem dela a informação de que, muito provavelmente, nesta semana entrante, serão apresentados pedidos de abertura de inquérito contra Fernando Collor, Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Edison Lobão e muitos outros. É a vez da “onça beber água em Brasília”.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO EM ENTREVISTA AO ESTADO DE SÃO PAULO.

“Se alguém vier a suceder Dilma, esse alguém tem que transmitir ao país, um sentido simbólico de respeitabilidade, responsabilidade, cuidado com as palavras, atenção ao povo e, sobretudo, um sinal de que é capaz de unir o país.”

Ontem, a OAB já havia se pronunciado apoiadora majoritária do impeachment.

O mais influente jornal do planeta , o New York Times, já havia dito em editorial que as explicações de Dilma Vana sobre o seu novo “ministro” eram simplesmente “ridículas”.

A semana nos promete emoções fortes. Daqui a alguns anos, quando tudo isso for passado e os historiadores se debruçarem sobre os dias atuais, confirmarão que o maior legado do PT foi unir os brasileiros contra o inaceitável estado de espírito nacional que até então privilegiava a esperteza e o jeitinho como aspectos dominantes de nossa personalidade social.


O país renascerá. Não há mais como parar este rio.

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