OS ÚLTIMOS DIAS DE VANALÂNDIA.

No dia 24 de agosto do ano 79 d.C. o Vesúvio explodiu em ira profunda e reprimida por mais de 1500 anos. Sobrou para duas cidades do Império Romano situadas nas fímbrias da baía de Nápoles. Em questão de 20 horas Pompeia (população 20 mil) e Herculano (população 4 mil) tornaram-se uma pasta liquefeita pela força destruidora de rios de lava incandescente e um turbilhão de gases e cinzas tóxicas.

O relato dessa tragédia de proporções bíblicas chegou até nós através dos escritos de Caio Plínio Cecílio Segundo, mais conhecido como Plínio, o Jovem. Pompeia foi encontrada por arqueólogos soterrada por cinco metros de camadas de detritos vulcânicos. Herculano, mais próxima do Vesúvio, quedou comprimida a vinte metros de profundidade.


Como bom cinéfilo recomendo o filme B ítalo-hispano-germânico dirigido por Sergio Leone “Os últimos dias de Pompeia”, uma produção pré-histórica de 1959.

Outro país vive seus últimos dias. Falo de Vanalândia. Uma nação que só poderia mesmo existir na mais delirante das ficções. Habitada por uma raça obtusa de seres cujo desenvolvimento mental estagnou no período anterior ao do Homo Habilis (conhecida como Homo ImPresTabilis) não deixa legado algum por simplesmente destruir tudo o que toca.

Vanalândia está em seus estertores.

“A Dilma é simplesmente uma trapalhona. O pacote fiscal dela para debelar a crise é uma fraude”. Delfim Netto.
O mesmo Delfim, em 1988, profetizou: “Convém dar o poder ao PT. Só assim o país se livrará para sempre desse mal”.
O oráculo delfiniano não deixa dúvidas quanto sua acuracidade. Em 2014, vaticinou: “Dilma ganhará a eleição. Mas, em seu segundo mandato os resultados da tal de Nova Matriz Econômica, produzirá uma crise de tamanhas proporções que seu governo chegará ao fim antes de 4 anos”. Bingo!

A bem da verdade, a destruição do país que permitiu a existência de Vanalândia, começou bem antes. Palavras do Procurador Regional da República Carlos Francisco dos Santos Lima, de Curitiba/PR:“Os casos do mensalão, do petrolão e da Eletronuclear são todos conexos porque dentro deles está a mesma organização criminosa dedicada à compra de apoio político-partidário pelo governo federal por meio de propina institucionalizada nos órgãos públicos.”  

Em Vanalândia o dólar supera os patamares mais pessimistas. Hoje, está sendo vendido nas casas de câmbio paulistas a inacreditáveis R$ 4,60. O motivo? Uma crise política em seu apogeu que provoca nas instituições o sentimento precoce de estado terminal do governo. 

Não havendo mais condições mínimas de governabilidade o país aderna sob o peso da irresponsabilidade fiscal e da ausência letal de planejamento e perspectivas que não sejam a de um futuro sombrio sob as cinzas de um Vesúvio local.

Eliane Cantanhêde, articulista do O Estado de São Paulo escreve em sua coluna “O isolamento de Dilma Roussef está cada vez mais preocupante e já se discute nos corredores e gabinetes não mais se, mas quando será votado o processo de impeachment.”

A este Blog, não passou despercebido um ato falho do ministro Elizeu Padilha da Secretaria de Aviação Civil. Vejam vocês, caros leitores, o que ele declarou à imprensa:

“Tem companhia aérea desativando rotas, reduzindo voos, porque não tem condições de manter. Eles não rasgam dinheiro. Se o trecho é deficitário eles reduzem.”

Isso é o que o mais primitivo senso comum nos ensina. Em Vanalândia, não. Gasta-se além do que se pode, rasga-se dinheiro em 39 ministérios e com 130 mil comissionados-apaniguados. Mente-se e oculta-se os desmandos financeiros em artifícios ilegais. E claro, passa-se a conta para os cidadãos do outro país chamado Brasil.


O Brasil não possui vulcões ativos. Mas, a sociedade está a ponto de entrar em erupção. Quem viver verá!

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