O BRASIL E A ESCOLA SÉRGIO MORO.




Sou blogueiro há quatro anos e por conta do ofício checo uma notícia exaustivamente considerando várias fontes que julgo bem informadas e fundamentadas. Também costumo levar em conta opiniões divergentes com as quais nem sempre concordo desde que não agridam o bom senso e alguns princípios basilares (como você, também os tenho).

A abertura planetária à opinião escrita em mídias sociais e na internet como um todo possui um lado sombrio. Qualquer um pode digitar no teclado de seu notebook asneiras de diversos graus de letalidade sem a mínima preocupação com as consequências possíveis. Muitos leitores mais suscetíveis correm o risco de tomar como verdade fatos absolutamente inverossímeis ou ideias que se analisadas com um mínimo de isenção ou senso crítico teriam como destino natural a pasta da lixeira.

Ontem, um frenesi apocalíptico tomou conta das redes sociais por causa da decisão do STF em descentralizar o processo de investigação e julgamento que hoje se concentra na 13ª Vara Criminal de Curitiba nas mãos do competentíssimo e elogiável juiz Sérgio Moro. Dá para entender o motivo de tal comoção. Raras vezes na história os cidadãos de bem desse país se sentiram tão representados em sua ânsia por uma justiça que não temesse contrariar o interesse de indivíduos ou grupos poderosos que se acostumaram a perpetrar toda sorte de ações criminosas certos da impunidade.

Uma enxurrada de bobagens e mensagens alarmistas que muito longinquamente possuem relação com a realidade dos fatos incendiaram as redes sociais. É mister esclarecer que:

1.    O juiz Sérgio Moro continua (como sempre esteve) à frente dos casos ligados ao escândalo de corrupção denominado “Petrolão”. A diferença é que, a partir de agora, ele e sua equipe devem se ater, exclusivamente, às investigações conectadas aos crimes contra a Petrobrás.

2.  Todas as demais ocorrências não deixarão de ser investigadas. Apenas passarão à responsabilidade de outros profissionais da Justiça.  Negar a competência e idoneidade de membros do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e de outras equipes jurídicas fora de Curitiba é simplesmente indefensável além de constrangedor.

3.  Em minha modesta opinião abre-se aqui uma janela de oportunidade como poucas em nossa história para expandir a todos os recantos do país o sentimento cívico da aplicação da lei e a devida realização da justiça independentemente de condição social, econômica, afiliação partidária ou crença religiosa de qualquer investigado seja ele quem for. É como se uma verdadeira “Escola Sérgio Moro” se alastrasse em escala nacional colocando toda a sua expertise à disposição das hostes de guardiães da justiça que , não tenho dúvidas, proliferam em todos os quadrantes da nação.

4.  Como efeito colateral altamente positivo temos, desde já explicitada, a determinação de grupos organizados e cidadãos do bem que prometem uma vigília cívica permanente e incansável contra quaisquer desvios de rota na apuração e condenação de criminosos sejam eles corruptos ou corruptores.


Precisamos conceder a nós mesmos este voto de confiança.

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