MORTE EM DUBAI.



Não faz muito tempo as empresas possuíam um batalhão de secretárias cuja principal função era datilografar cartas, despachá-las pelo correio e fazer ligações telefônicas. Com a popularização das ferramentas de edição de texto e correio eletrônico secretárias de todas as latitudes foram forçadas a desenvolver novas competências e assumir novas funções.

Assim como aconteceu no microcosmo do trabalho o macrocosmo empresarial não passou imune ao Armagedom das mudanças tecnológicas.
Se você tem mais de 50 anos talvez se lembre da Remington. Em 1873, esta empresa estadunidense embasbacou o mundo ao  fabricar, pela primeira vez na história, uma máquina de escrever comercial – a famosa Remington Número 1.

E durante muito tempo, Remington fora sinônimo de máquina de escrever. Hoje a Remington, após uma série de fusões, pertence à Spectrum Brand dona das marcas Rayovac e Varta e tem seu nome ligado à divisão que produz aparelhos de barbear, secadores de cabelo e chapinhas de alisamento.

Se a Remington entendesse o seu negócio como sendo “criar produtos e serviços para a composição e impressão de textos e elementos gráficos” talvez estivesse produzindo processadores de textos, impressoras e até mesmo computadores. 

A lista de inovações disruptivas (aquelas que colocam o mercado de pernas pro ar e geralmente nocauteiam os concorrentes introduzindo algo que ninguém havia ousado antes ou reinventando um produto ou serviço) é longa: vai do plástico bolha ao carro sem motorista.  

Lembra do tempo em que você recebia um bilhete aéreo impresso com várias folhas de carbono e capa como se fosse um talão de cheques? Hoje, o “bilhete” migrou para dentro do seu celular o qual por sua vez destruiu a indústria dos despertadores... E assim vamos colocando nos museus lâmpadas incandescentes, CD’s, e já estamos no meio do turbilhão chamado Netflix e Uber a aposentar outras resmas de produtos e serviços.

Hoje ficamos estarrecidos sobre os efeitos do fanatismo e da ignorância sem limites (e não estou falando dos facínoras que sequestraram usuários do Uber). Um dementado radical religioso impediu que sua própria filha fosse salva de afogamento nas praias de Dubai alegando que “preferia ver a filha morta do que permitir que ela fosse tocada por estranhos”.


É deplorável, para dizer o mínimo, perceber, na segunda década do século 21, a existência de pessoas que ainda preferem se amalgamar com o que há de mais atrasado e abjeto no mundo das ideias e dos valores. Serão triturados pela mó impiedosa da renovação e do progresso. Sejam seguidores de modelos políticos apodrecidos ou veneradores de qualquer tipo de instituição pautada pelo radicalismo embrutecedor. Todos passarão...

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