QUEM SOU EU? A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR.


A atual febre na internet é a oferta de mecanismos de autoconhecimento tão críveis quanto uma promessa eleitoral de Dilma Vana. Faz sucesso entre as mulheres algo como “Descubra qual princesa da Disney você é” talvez por acalentar um recôndito desejo feminino de beleza e fantasia. A primeira pergunta vai direto ao ponto: “O que seu príncipe encantado tem que ser?” As alternativas para tão estratégica questão são demasiado politicamente corretas para esse conturbado início de século 21. Carinhoso? Fiel? Aventureiro? Mais um passo e as respondentes bailarão no salão como a Bela de “A bela e a fera”. 

Entre os homens o hit não poderia ser outro: “Descubra qual craque você seria” dentre uma plêiade de talentos que engloba as contas mais polpudas do futebol planetário. A questão primeva para decifrar a personalidade dos marmanjos faria Jung surtar:  “Qual o seu hobby favorito?” Ir à balada? Passar horas no You Tube? Dormir?  

Claro que tudo não passa de uma inocente brincadeira nesses tempos em que a busca do conhecimento se resume a uma consulta aos endereços mais acessados do Google. 

Este Blog tem uma proposta muito melhor para você, dileto leitor. Se você deseja, com sinceridade, desvendar seu perfil psicológico vá ao endereço www.inspiira.org (assim mesmo com ii). As perguntas demandam uma leitura persistente, mas ao final você se surpreenderá com a acuracidade do resultado. 

A teoria por detrás do questionário é das melhores disponíveis no mundo acadêmico o conceituado teste  MBTI - Myers Briggs Type Indicator, baseado no conceito dos “Tipos Psicológicos” do psiquiatra suíço e criador da psicologia analítica Carl Jung (1875-1961).

Segundo Jung, somos o resultado da forma como lidamos com quatro funções psicológicas fundamentais: pensamento, sentimento, sensação e intuição sendo que cada uma dessas funções pode ser experienciada (os psicólogos adoram esse termo...) de maneira introvertida ou extrovertida (I ou E).  

Mas, foram as pesquisadoras norte-americanas Katherine Cook Briggs (1875-1968) e sua filha Isabel Briggs Myers (1897-1980) que propuseram uma forma prática de utilizar os conceitos de Jung para identificação das características de personalidade. A ferramenta criada por ambas denominada de Myers Briggs Type Indicator- MBTI consegue captar com razoável precisão o tipo psicológico dominante das pessoas de modo a entender suas expectativas e comportamento.

De acordo com Jung, as atitudes introversão e extroversão (I / E), e as funções sensações e intuição (S / N- usado o N de intuição para diferenciar do I já usado para introversão), sentimento e pensamento (F do inglês feeling / T de thinking) permitem identificar os tipos psicológicos dos indivíduos.

Myers e Briggs, após aprofundarem suas pesquisas, perceberam que havia mais um fator em jogo: as funções julgamento e percepção (J / P). A inclusão destas duas funções possibilitava ampliar e melhorar a precisão da identificação dos tipos de personalidade. 

Myers e Briggs concluíram que as pessoas utilizam todas as funções cognitivas indistintamente, mas dão preferência a uma delas que passa a ser a “dominante”. A função dominante é apoiada pela função secundária (ou auxiliar). As funções operam em conjunto com as atitudes que podem ser de introversão ou de extroversão. Uma pessoa cuja função dominante é, por exemplo, “intuição extrovertida”, usa a sua intuição de uma maneira totalmente distinta de uma pessoa cuja função dominante é “intuição introvertida”. 

Pela combinação destas “dualidades opostas” chega-se a 16 tipos psicológicos diferentes que são definidos por um conjunto de quatro letras.   

O teste definiu-me como se tivesse devassado minha alma. Meu tipo psicológico chama-se “O Conselheiro” caracterizado pelas letras INFJ. Uma das surpresas foi a detecção de uma faceta nem sempre óbvia para aqueles que me conhecem: “amigável e recluso”. Sim! Tenho uma forte tendência à reclusão no que isso tem de bom ou nem tanto.

Se você busca o autoconhecimento faça o teste. Jung estava coberto de razão ao condensar toda a sua brilhante teoria na frase "Só aquilo que somos realmente tem o verdadeiro poder de curar-nos."
 

Grande abraço.

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