A LEI “NEGUINHO DA BEIJA-FLOR” É A NOVA “LEI DE GÉRSON”.

 

 
 
Marcelo da Silva, 30 anos, anão de nascença e sem os dois braços, possui uma desconcertante competência para o crime. Especializou-se em falsificar carteiras de identidade e cartões de crédito e neste carnaval , em conluio com um comparsa, aplicou diversos golpes em hotéis e estabelecimentos comerciais em Fortaleza, Ceará. Sem braços, Marcelo não tinha digitais que pudessem identificá-lo. Deu um trabalhão à Delegacia de Defraudações e Falsificações do Ceará. Foi preso quando se preparava para levar adiante um golpe para obter empréstimos consignados nos bancos Itaú e Bradesco.

Comportamentos reprováveis ou mesmo flagrante  orientação criminosa convivem com o ser humano desde sempre. Independentemente de nacionalidade,cor, sexo, crença religiosa, afiliação partidária e seja lá em que categoria se queira encaixá-lo.  Pensadores e filósofos de todas as civilizações conhecidas já queimaram seus neurônios na tentativa de definir as origens da vida e como se desenvolve o conjunto de valores que moldam (ou não) as sociedades humanas. Uma das melhores frases que ilustra o comportamento do homo sapiens é “Ética é aquilo que você faz na presença das pessoas. Aquilo que você faz quando não tem ninguém olhando chama-se caráter.”

Claro, que há muitos para os quais os fins justificam os meios, sejam eles quais forem. E não são só políticos ou ministros da justiça inescrupulosos que agem assim. A outrora famosa “Lei de Gérson” que dizia que era preciso levar vantagem em tudo nunca pareceu tão atual nesses tempos de derrocada moral e ética em que o país se meteu por conta das crenças e valores vendidas como virtudes pelo politburo marginal que se instalou no poder. Para essa corja , mentir, roubar, distorcer, acobertar, enganar, tripudiar, lesar, manipular é algo tão natural que nem mais se esforçam em sequer dissimular a apologia que fazem, com os punhos cerrados, do crime e do mal como se irmãos siameses do bem fossem.

É revoltante o cinismo com que Dilma Vana e seu criador Lula encaram a sociedade para trombetear “conquistas éticas” que estariam melhor na boca dos celerados do Estado Islâmico. Recorro pela centésima vez a estes protagonistas por serem eles personalidades com inequívoca expressão (para o bem e para o mal) na nossa história recente apesar de que não seria difícil listar um entediante rol de políticos, intelectuais, religiosos, empresários e cidadãos de todas as categorias que jamais passariam ilesos no exame anti-dopping da correção de propósitos.

O que torna um país mais ou menos ético é a decisão de sua sociedade em assim proceder. Os países aonde a prática da honestidade em todas as esferas da vida pública e privada é uma questão pétrea são aqueles em que seus cidadãos repudiam cabalmente e não relativizam quaisquer desvios de conduta.

É no mínimo alentador perceber nas mídias sociais repulsa ao uso de dinheiro sujo pela escola de samba vencedora do carnaval carioca de 2015. Receber 10 ou mais milhões de Reais de um país paupérrimo, comandado há 35 anos por um ditador sanguinário que suga como um vampiro todos os parcos recursos de sua Guiné Equatorial para Neguinho da Beija Flor é algo plenamente defensável. Afinal de contas “é o que todo mundo faz”.  Não é.

Assim como não é um Ministro da Justiça que promete o relaxamento das apurações contra acusados de corrupção, uma Presidente da República que mente descaradamente à nação, um ex-presidente da República que, contra todas as evidências, continua negando crimes julgados e condenados pela corte suprema do país, um partido político que se transforma em organização criminosa para assaltar os cofres públicos e por aí vai.

A sociedade brasileira começa a dar mostras de que não tolera mais afrontas às leis e à ética sem consequências. E isso vale para presidentes do país ou de escolas de samba.
 
 
 

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