NOVAS MALDADES EM VANALÂNDIA.

 
 
A carga tributária no Brasil é uma das mais injustas e surrealistas do planeta. Cada brasileiro trabalha de janeiro a maio apenas para pagar impostos ao governo. Isso porque nossa carga tributária expropria 40% da renda do desafortunado cidadão. Não há, no globo, país com um sistema de tributação mais complexo, estúpido e desleal. São inacreditáveis 63 tributos diferentes arrancados sem dó por municípios, estados e pela federação do bolso de quem sua para viver com um mínimo de dignidade.

Se levarmos em conta apenas os impostos que incidem sobre os produtos de consumo considerados sobre uma cesta internacional de itens comparáveis em 22 países, só perdemos para a Índia (38%). O Brasil é o segundo colocado no ranking mundial com alíquota média de 28,7 %. Essa é a mais eficaz forma para prejudicar quem ganha menos. Uma aberração que partido algum independentemente de sua orientação política jamais cogitou eliminar.

O governo é cruel como um decapitador jihadista em relação às nossas empresas. Somos o país com a terceira maior alíquota mundial de impostos sobre pessoas jurídicas: absurdos 34%. Apenas EUA e Japão estão à nossa dianteira.  

Agora, quando se analisa o imposto sobre a renda o sistema está longe de ser um leão voraz. Age mais como um dócil gatinho com aqueles que estão no topo da pirâmide social. Nossa alíquota em sua faixa mais alta é de 27,5% o que nos coloca na distante 55ª posição no ranking mundial.

Veja a relação dos países que mais cobram imposto de renda no planeta (Fonte KPMG):

País
Alíquota (%)
          01.                    Aruba
59,0
          02.                    Suécia
56,6
          03.                    Dinamarca
55,4
          04.                    Holanda
52,0
          05.                    Áustria
50,0
          06.                    Bélgica
50,0
          07.                    Japão
50,0
          08.                    Reino Unido
50,0
          09.                    Finlândia
49,2
          10.                   Irlanda
48,0
     55.            BRASIL
27,5

 

Você está absolutamente certo! Já sei o que vai argumentar sobre o retorno que a sociedade recebe em relação a esta verdadeira derrama tributária. Os analistas da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) cruzaram dados de 48 países em relação à carga tributária versus o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) para chegar ao IRBES (Índice de Retorno de Bem-Estar à Sociedade). Quando se trata, por exemplo, de avaliar o ranking de qualidade entre os sistemas de saúde estamos na vergonhosa última posição atrás de Peru e República Dominicana.

Os melhores colocados neste quesito são: Hong Kong, Cingapura, Japão, Israel, Espanha e Itália. O critério utilizado foi: nações com população > 5 milhões, PIB per capita > 5 mil dólares e expectativa de vida > 70 anos.

Nenhum governo conseguiu, até agora, realizar a tão esperada reforma tributária se não para reduzir a carga, pelo menos para simplificar o sistema. Só isso já representaria um ganho expressivo.

Na Vanalândia, como se sabe, tudo o que é dito se desmancha no ar. Se  Aécio Neves tivesse vencido as eleições, não teria outra alternativa senão tentar consertar o enorme estrago que Dilma Vana e sua incompetente equipe fizeram na economia. Segundo a plataforma de Neves o ajuste se daria através do enxugamento de despesas, redução de benesses a determinados setores e um choque de produtividade. Aumento de impostos? Talvez ocorresse em algum grau.

Dilma Vana fez todas as maldades que creditara à possível eleição de seu oponente. Nenhum esforço para reduzir seus jurássicos 40 ministérios nem para criar um ambiente de sobriedade administrativa mínima.

Se Neves tivesse imposto ao país a metade do que Dilma Vana já fez, seu partido, a essas horas, já teria incendiado nossas cidades utilizando-se de seus rudimentares dementados que se dizem representar os nebulosos “movimentos sociais”.

Uma perguntinha que não quer calar. E você que ajudou com seu voto na continuação de Vanalândia? Não diz nada? Não faz nada? Deveria, pelo menos, reconhecer a estupidez que cometeu. Mas isso seria mais ou menos como pedir para o Boko Haram pedir perdão pelos seus erros...

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