DILMA THATCHER OU DILMA CHÁVEZ?

A maioria dos políticos, como se sabe, adota a estratégia do camaleão: dissimula a mudança externa para sobreviver quando em ambiente hostil permanecendo intrinsecamente o mesmo indivíduo de sempre. O mestre neste departamento é o ficha-suja e procurado pela Interpol Paulo Maluf.

Poucos são aqueles que passam à história como exemplos de caráter e firmeza moral com os quais transformaram para sempre a dinâmica social e econômica de seus países. Margareth Thatcher (1925-2013) está entre eles.
A premiê britânica resgatou o Reino Unido de uma sinistra encruzilhada formada pelas vias da dominação sindical com estagnação econômica que arrastava sociedade para o declínio inexorável e a irrelevância internacional.
Thatcher em seus onze anos de liderança (1979 a 1990) reduziu a pó o nefasto poder dos sindicatos que como sabemos todos são ases nas questões da locupletação máxima com o trabalho mínimo. Privatizou estatais ineficientes, flexibilizou leis trabalhistas, criticou sem piedade a carcomida política de bem-estar social, reduziu a intervenção do Estado na atividade econômica abrindo espaço para o surgimento de empresas privadas mais competitivas, cortou impostos, eliminou despesas, estancou uma inflação de 13% ao ano colocando-a no patamar de civilizados 3%, pulverizou subsídios, rompeu com o protecionismo e de quebra ainda enfrentou como uma leoa a hidra soviética o que lhe rendeu a alcunha de  “Dama de Ferro”.

Em seu histórico discurso de Kensington (19.01.1976) colocou a nu as reais intenções dos tiranos vermelhos: Os russos estão empenhados em dominar o mundo e estão rapidamente adquirindo os meios para se tornar a mais poderosa nação imperial que o mundo já viu. Os homens do Politburo soviético não têm que se preocupar com o fluxo e refluxo da opinião pública. Colocam as armas antes da manteiga, enquanto nós colocamos quase tudo antes das armas.”
Dilma Vana, como duramente aprendemos nos últimos quatro anos, pensa e age orientada por valores e princípios criados e nutridos por intelectos anacrônicos cuja implantação, sem exceção, leva nações e seus cidadãos à derrocada econômica, social e moral.
A Coreia do Norte é o exemplo extremo de insanidade ideológica com seu tiranete de desenho animado que fuzila cidadãos pelo simples fato de verem novelas. O Irã prende mulheres que assistem jogos de vôlei. A Rússia do Czar Putin, invade países vizinhos e insufla a guerra civil. Os “bolivarianos” Venezuela, Bolívia e Equador, garroteiam a democracia, destroem a economia, insuflam o ódio social, prendem opositores, aparelham o Estado, perseguem a imprensa, estrangulam liberdades de pensamento levando seus países em marcha acelerada para o precipício econômico, social e institucional. E, claro, não podemos esquecer a cereja do bolo dessa mistura letal, Cuba e sua mafiosa Famiglia Castro. Todos, parceiros e mentores de Dilma e de seu jurássico partido.
Não há muitos indicadores de que a “presidenta reeleita” tenha mudado seus pontos de vista após uma campanha eleitoral digna da mente delituosa de Jack – o Estripador. Não se pode, entretanto, julgar impossível que Dilma Vana decida apagar seu passado de múltiplas incompetências com um segundo mandato que a faça ser reverenciada pela história como a estadista que libertou o país de crenças autodestrutivas solidificando suas instituições democráticas, dinamizando sua economia, recuperando a autoestima de seu povo e admiração internacional.
Esta é uma difícil decisão pessoal que certamente a afastará dos abutres dementadores petistas. Mas, não se pode jamais duvidar da capacidade de reinvenção das mulheres. Deus queira que ela faça a escolha certa.
Quanto ao Partido dos Trabalhadores, é ilusório esperar que se paute pela agenda de seu correspondente ( apenas no nome, bem entendido) britânico. Veja o que nos diz o partido de Thatcher em sua página na internet: “We will build a Britain that rewards hard work, not just privilege, and ensures the next generation does better than the last”. http://www.labour.org.uk/issues
“Nós construiremos uma Grã- Bretanha que recompense o trabalho duro, e não o privilégio, e assegure que a próxima geração seja mais bem sucedida que a atual”.

Sem chance...(infelizmente).

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