APRENDENDO PARA AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES.


O Brasil entrou em um novo patamar em termos de maturidade democrática. É isso mesmo que você está lendo. E estou em plena posse de minhas faculdades mentais.

Explico. Pela primeira vez na nossa (curta) história pós-ditadura militar, a população, de um modo geral, está mais atenta a programas e propostas partidários. E isso é ótimo! Deixa-se de lado a escolha do “político” para a eleição de uma “agenda”.

É exatamente isso que ocorre em democracias maduras como nos Estados Unidos, por exemplo. Lá os eleitores dos partidos “Republicano” e “Democrático” possuem perfis, interesses e valores bem definidos.

Apesar de todas as suas imperfeições não existe sistema político melhor do que a democracia. Ditaduras de qualquer espectro ou pseudo-democracias embrutecem a sociedade nivelando-a pelo perigoso e excludente “estado permanente de exceção”. A longo prazo o vulcão do descontentamento explode e leva de roldão vidas e patrimônios arduamente construídos.

O que distingue um regime autoritário (seja ele ideológico como o de Cuba ou clerical como o Irã) de uma democracia é a forma de encarar o indivíduo : como simples fantoche à mercê das crenças e valores do poder dominante ou como cidadão possuidor de direitos e deveres previstos em leis e amparado por instituições sólidas.

O esteio do sistema democrático é o cidadão. Cabe a ele, através do voto, a escolha do modelo de organização social, política e econômica que  deseja para si e para o país. Eleições disputadas são altamente benéficas. Passado o tsunami eleitoral há que se reativar todas as conexões que permitem que a vida em sociedade continue a fluir sem descontinuidades.

Se você votou no Aécio ( como o fizeram cerca de 50% da população), exija que o seu partido faça uma oposição firme e construtiva monitorando passo a passo toda e qualquer atitude menos republicana da coligação vencedora.

Se você votou na Dilma (como ocorreu com os restantes 50%) cobre todas as promessas de campanha e não seja condescendente com qualquer ação indigna do seu voto.

No final das contas o que os cidadãos de bem querem, independente de legendas políticas, é a possibilidade de administrar suas vidas da melhor forma possível dentro de uma sociedade justa, ética e produtiva. O que desejamos todos, brasileiros e brasileiras de Norte a Sul, Leste a Oeste é ter orgulho de viver em um país que seja respeitado pela sua capacidade de gerar e distribuir riquezas. O resto é conversa de militância patética ou de internautas dementes.

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