10 LIÇÕES DAS ELEIÇÕES 2014 (ATÉ AGORA).


1. Não basta ir para as ruas pedir mudanças. É preciso entender o processo       político e escolher “programas” e não “indivíduos”.

2. Não dá pra exigir dos menos instruídos e informados ( coincidentemente, os mais pobres) que entendam diferenças programáticas e o que elas significam para o futuro do país. Eles, coitados, estão preocupados mesmo é com sua sobrevivência imediata.

3. Pelo total desconhecimento de como funciona o Congresso e como se aprovam as leis, os eleitores acabaram votando sem coerência partidária. Por isso elegeram o mais conservador parlamento da história recente. As mudanças terão que esperar.

4. Fica cada vez mais clara a necessidade de uma ampla reforma política com a adoção, por exemplo, do voto distrital.

5.  Quanto mais elevado o nível educacional do eleitor maior a possibilidade de se obter “voto de qualidade”.  A ignorância é terreno fértil para todo tipo de manipulação ( o PT sabe disso melhor do que ninguém). A exceção que confirma a regra foi São Paulo que reelegeu o Tiririca.

6.  A Lei da Ficha Limpa nos livrou de políticos tão poderosos quanto corruptos como Paulo Maluf. E isso não é pouca coisa...

7.  Não há lei no mundo que impeça um parlamentar de lançar seus familiares na política. Poder e prestígio são excelentes cabos-eleitorais. A questão é tornar prática comum o eleitor  monitorar o desempenho do candidato que ele próprio elegeu e defenestrá-lo na próxima eleição caso isso seja necessário.

8.  Os institutos que fazem pesquisas eleitorais no Brasil precisam com urgência aperfeiçoar seus métodos. A imprecisão atual não pode ser justificada apenas na volatilidade das intenções de voto.

9.  A sociedade começa a dar sinais de que não aceita a corrupção. O PT tinha 88 deputados e agora tem 70. O PMDB tinha 71. Ficou agora  com 66. O PP tinha 40. Caiu para 36.  A “bancada do Youssef” teve expressivas perdas. Não se reelegeram Luiz Argolo (PP-BA), Cândido Vaccarezza (PT-SP). Aline Correa (PP-SP) desistiu de concorrer assim como João Pizzolatti (PP-SC).

10. Liberdade de imprensa, de opinião e de informação são antídotos poderosos contra a perpetuação de malfeitores na política.

posts parecidos

Conectividade de A-Z

O CANAL PARA FALAR DA CONEXÃO HUMANA.

Aqui você tem voz. Pode contribuir, sugerir, criticar, propor temas, discutir e ampliar o escopo do Blog. Nossa conexão poderá fazer a diferença.