JÁ ESCOLHEU SEUS CANDIDATOS ?

 
 

Caro Leitor,

Uma das funções deste Blog é contribuir para um voto consciente. Sei que faz parte de nossa cultura deixar tudo pra última hora e, infelizmente, política não é algo que esteja entre as prioridades de nossa sociedade.

Claro que o comportamento dos políticos (com raríssimas exceções) causa uma decepção crescente quanto ao exercício do voto. Mas, creia-me, não votar, votar de qualquer jeito  ou anular o voto são as piores escolhas possíveis dentro da atual conjuntura.

Na era da internet, ficou extremamente fácil e rápido conhecer a vida, valores, projetos e até aquilo que os políticos tentam esconder. 
Muito provavelmente você já tem candidato à Presidência da República. Isso mesmo. Vote naquele com o qual se identifica e que , em sua opinião, apresenta o melhor projeto para o país.

Agora, tenho quase certeza de que você ainda não decidiu em quem votar para Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual. E isso é de vital importância para que o próximo presidente possa levar adiante as propostas dele. 

Os senadores têm a atribuição de ratificar (ou não) os projetos de lei que tramitaram na Câmara dos Deputados. Além disso, cabe a eles julgar e processar o Presidente da República, Vice-Presidente, Ministros do Supremo Tribunal Federal entre outros.

 Da mesma forma, são os senadores quem escolhem alguns dos cargos mais relevantes da República como, por exemplo, os Ministros do Tribunal de Contas indicados pelo Presidente, presidente e diretores do Banco Central do Brasil e Procurador Geral da República.

Muito se tem falado sobre governabilidade. Pois bem. É o Legislativo o responsável por ela. O deputado que você escolherá além de representá-lo irá legislar sobre os temas de interesse nacional e fiscalizar a aplicação dos recursos públicos.

No regime bicameral como o nosso, é o Congresso Nacional composto por deputados e senadores o único responsável pela aprovação das propostas (que se tornam leis) e que vão impactar a nossa vida como cidadãos. Pense nisso antes de imprecar contra os políticos. Afinal de contas foi você mesmo que, através do seu voto, o colocou lá.

É sua (nossa) responsabilidade avaliar continuamente o desempenho de nossos representantes embora, sabemos, quase ninguém o faz. Mas isso é outra história...

Roteiro para escolher seu candidato:


.      1.Qual é a sua orientação política?
     Faça um exame de consciência e reflita sobre o que você realmente almeja para o país. Apesar da overdose de partidos (muitos dos quais tão exóticos quanto irrelevantes) o espectro ideológico em todo o mundo é sempre o mesmo.
 
     Em um dos extremos  ( à esquerda, como reza a tradição) encontramos os radicais rancorosos que não possuem uma visão estratégica de longo prazo para a nação nem entendem ou consideram o processo de evolução socioeconômico, político e cultural que distingue as nações civilizadas e prósperas daquelas onde impera a barbárie e o atraso visceral dos costumes.
 
O que eles querem mesmo (embora jamais o admitam) é impor suas crenças e valores à sociedade, eliminar os dissidentes e perpetuar-se no poder. Exemplos não faltam. Analise a situação dos países cujos líderes adotam este manual de procedimentos (alguns deles bem próximos de nós). Pensou em Cuba, Venezuela, Bolívia? Acertou.
Esses países ainda se pautam pelo falido “comunismo” ao qual rebatizaram de “socialismo” por medo da negatividade que o nome carrega. A história tem comprovado que todas as experiências comunistas já realizadas no planeta levaram os países que a adotaram ao total desastre econômico e social com miséria, morte e privação da liberdade.
Sempre que você ouvir a lenga-lenga da “estatização dos meios produtivos e econômicos” estará diante de um zumbi político em adiantado estado de putrefação e que se recusa a abandonar seus restos mortais no túmulo da história. No Brasil o partido que melhor representa esta corrente de pensamento é o PCO –Partido da Causa Operária.
No extremo oposto, à direita, o que vemos é uma ideologia que, apesar de algumas diferenças essenciais, possui muitos pontos de convergência com a extrema esquerda. O exemplo clássico é o nazi-fascismo.
Esse regime considera os indivíduos como seres incapazes de gerir seus próprios destinos cabendo a uma pequena elite o privilégio de determinar qual o perfil desejado para o Estado e a sociedade. Hitler é o exemplo icônico desse tipo de regime.
A diferença principal com o comunismo é sua forma de gestão da economia que apesar de dirigida e regulamentada pelo Estado, possui estrutura capitalista tanto no setor financeiro quanto produtivo. Como principal semelhança está a perseguição e eliminação das cabeças discordantes e a manutenção do totalitarismo político via de regra colocado em favor da expansão territorial com a subjugação de outras nações. Felizmente, não temos no país nenhuma agremiação política que empunhe essas bandeiras.
Continua amanhã...

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