APOIOS QUE NÃO SERVIRAM PARA NADA...


Para se governar e implantar as reformas de que o Brasil tanto necessita com vistas a sair do atoleiro institucional em que se encontra há décadas é indispensável ter apoio no Congresso. Certo?
Errado! O governo do PT e notadamente o (des)governo Dilma contaram com o maior bloco de apoio congressista de toda a história republicana e o que aconteceu? Nada!
Foram oito anos de governo Lula e quatro de Dilma Vana e nenhuma das reformas vitais para que o país tenha algum futuro neste mundo hipercompetitivo sequer foi cogitada.
Dos 513 deputados federais o governo (com a tal da base aliada) tem o apoio de 407 (79%). A oposição possui pífios 106 (21%). No Senado a situação é a mesmíssima. Dos 81 senadores, 64 apoiam o governo (79%) e 17 fazem oposição (21%).
Aí você pode dizer que nem todos os congressistas da base aliada estão automaticamente alinhados com as ideias do governo, certo? Errado de novo!

Durante os 100 primeiros dias do governo Dilma (se ela  tivesse alguma visão estratégica e cívica para implantar mudanças, é claro), o nível de fidelidade da base aliada nas votações da casa em projetos do interesse do governo chegou a inacreditáveis 93%. Só que nenhum projeto realmente relevante para mudar os destinos da Nação foi apresentado. Pergunte a qualquer indivíduo minimamente bem informado sobre quais reformas o país precisa e certamente ouvirá:
1.    Reforma Política. O modelo atual já está esgotado. Questões como o voto distrital, reeleição, número de partidos, etc., é óbvio que não interessam a um governo cujo valor ético central é a compra de votos de parlamentares.
2.    Reforma Administrativa. O país não aguenta mais o peso de uma máquina pública ineficaz, retrógrada e ideologizada. Você, leitor, acha mesmo que um governo que possui 40 ministérios aparelhados com gente incompetente e corrupta tem algum interesse nisso? 

3.    Reforma Tributária. Já passou do tempo. A barafunda e a intensidade da carga de impostos, o custo para administrá-los e a ínfima contrapartida ao cidadão tornam o sistema tributário brasileiro um dos piores do mundo. A carga tributária em relação ao PIB no governo FHC era de 28,92%. 32,53% no governo Lula e chegou a inacreditáveis 36,42% no governo Dilma. 

4.    Reforma Previdenciária. Em 2013 a Previdência arrecadou R$ 313,73 bilhões e pagou R$ 364,99 bilhões. O déficit é de assombrosos R$ 51,26 bilhões e aumenta a cada ano (o rombo foi 14,8% maior do que o de 2012). Logicamente, se nada for feito, chegará o dia do colapso total do sistema. Essa data já existe: 2050. 

5.    Reforma Trabalhista. A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) é de 1943. Simplesmente não é possível comparar a complexidade das relações e da economia neste décimo quarto ano do século 21 com a era Vargas (o pai da CLT). FHC enviou ao Congresso uma proposta de reforma trabalhista. O PT a detonou. Lula, amedrontado pelo escândalo do mensalão não ousou enviar ao Legislativo proposta alguma. Dilma como era de se esperar nada fez (nem faria por motivos óbvios).
Essas são as reformas básicas para reduzir o “Custo Brasil” e nos resgatar do inferno institucional em que vivemos.
Lula e Dilma, se estadistas fossem, poderiam ter feito todas essas reformas. Não fizeram porque não possuem nenhum compromisso com a criação de um ambiente moderno e competitivo.

Não fizeram porque não quiseram. Simples assim! Ao contrário, preferiram alinhar-se aos ridículos bolivarianos com os quais compartilham crenças e valores petrificados no cadinho da ignorância e do atraso. Conhece o mote “Diga-me com quem andas e te direi quem és”? Lula e Dilma e Chávez e Maduro e Irmãos Castro e Kirchner e Correa e Morales. Precisa dizer mais?
Qualquer coisa é melhor do que isso. Se não der com Aécio, vamos de Marina. Ter apoio político ,como já vimos, não quer dizer rigorosamente nada.

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