SOB AS LENTES DA VERDADE.


Uma das melhores características da TV é sua capacidade de destruir reputações. As lentes entram nos poros  e implodem qualquer resquício de maquiagem enganosa. A letalidade das imagens em alta definição transforma em cadáveres ambulantes os que se julgam muito vivos na arte de defender o indefensável. Não há linguagem corporal ou semblante cuidadosamente montado que resista à aproximação de uma câmara de TV.

Sempre foi assim. Em 26 de setembro de 1960, o primeiro debate televisivo dos Estados Unidos entrou para a história mudando totalmente o formato das campanhas políticas. As câmaras da TV em preto e branco da época mostraram ao país um Richard Nixon amarrotado, titubeante e inconsistente em contraposição ao jovem John Kennedy carismático, altivo e confiante.

Em 14 de dezembro de 1989, as principais redes de TV do país, em pool, levaram ao ar o fatídico debate entre Lula e Collor no qual o futuro presidente defenestrado pelo impeachment acuou sem piedade o metalúrgico barbudo que levou aos olhos dos espectadores uma imagem absolutamente inconvincente.

A TV, ao mesmo tempo em que acolhe exibicionistas insidiosos, também os dilaceram como piranha voraz. Em 12 de outubro de 1995  Sérgio von Helde, bispo da Igreja Universal do Reino de Deus decidiu dar coices ao vivo na imagem de Nossa Senhora Aparecida cultuada pela população católica do  Brasil protestando contra o dia de feriado nacional. Sua linguagem corporal de pomba-gira ensandecida deixou seguidores de todas as religiões, inclusive a dele, perplexos e indignados.

Tom Cruise sepultou sua credibilidade ao conceder uma entrevista à decana da TV americana Oprah Winfrey ao defender as esquisitices de sua Igreja da Cientologia pulando e gritando no sofá  como  um macaco-prego cocainômano.

Nesta semana, os âncoras do Jornal Nacional, William Bonner e Patrícia Poeta desmontaram com perguntas-mísseis as casamatas construídas pelos candidatos à eleição presidencial deste ano. Não sobrou pedra sobre pedra. As lentes e microfones de ontem, dia 18, nos mostraram uma Dilma Roussef completamente entorpecida pelas toxinas da dissimulação compulsiva de seu partido. Sua imagem tagarelante e mistificadora mostrou aos espectadores que vai precisar muito mais do que o Bolsa Família para conduzi-la ao segundo mandato. Não é à toa que as redes sociais inundaram a internet de memes desestruturantes para qualquer político que tenha vergonha na cara.

Hoje foi a vez do Pastor Everaldo do nanico PSC aparecer na tela do Jornal Nacional. A câmara foi mais cruel do que Bonner e Patrícia. Mostrou-nos um candidato delirante que pretende tranformar o país numa mistura de paraíso da privatização radical com estado clerical sectário. Seu sorriso plastificado não conseguiu enganar nem os seus obtusos seguidores.

Não há, nem de longe, nada que se compare à arrogância petista. Ficamos sabendo que Guilherme Gomes, assessor de imprensa do beligerante Tarso Genro, atual governador do Rio Grande do Sul, insatisfeito com os resultados de uma pesquisa de intenção de voto relizada pelo Instituto Methodus utilizou os conhecidos “argumentos” dos déspotas ameaçadores. Eis a mensagem enviada por ele via WhatsApp: Me espanta que a Band, reconhecida pela credibilidade, não avalie os reflexos e mantenha a divulgação (desta pesquisa). Essa decisão vai acarretar em uma nova relação entre nós e a Band”.
A resposta da Band: “O que espanta é que o governador Tarso Genro pense que esse tipo de pressão, ou ameaça, funcione com o Grupo Bandeirantes. Nunca funcionará. A Band vai continuar divulgando pesquisas eleitorais dos institutos que escolher, segundo os seus critérios reconhecidamente legítimos”.
O nível petista chegou à cloaca com a declaração de Francisco de Assis Diniz, presidente do diretório estadual do partido no Ceará. Vejam do que é capaz uma mente perturbada in extremis: Marina Silva é como uma vampira que só cresce com a morte”, disse Diniz em referência à ascensão da atual candidata do PSB nas pesquisas pós Eduardo Campos.
Certo estava William Shakespeare quando disse: “ Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes”. Em alta-definição isso fica aterrorizante.

Veja a entrevista de Dilma no Jornal Nacional em 18.08.2014 e tire suas próprias conclusões.



 

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