O QUE VIRÁ DEPOIS DA ÚLTIMA PARADA?


Você já viu isso em um dos filmes antigos de super heróis.  Um trem em velocidade cruzeiro se dá conta de que um pedaço dos trilhos, lá na frente, sumiu e para não levar os passageiros ao fundo do despenhadeiro o maquinista tenta parar. A coisa não tá dando certo até que um homem de capa vermelha e com um grande “S” no peito preenche com seu próprio corpo o vazio dos trilhos. A plateia suspira aliviada. Tudo termina bem com todos os vagões chegando a seu destino sãos e salvos.

Nosso caso é diferente. Nosso trem é uma locomotiva antiga sem manutenção e que, ora vejam, por algum defeito de fabricação anda para trás.  O maquinista, de tão habituado a isso acha a coisa mais natural do mundo. Ele só conhece o seu trajeto torto o qual percorre há anos sem sequer se dar conta de que após o ponto final tem um precipício. Mas isso parece não ter a menor importância. O trem anda muito devagar e certamente estará parado pouco antes do ponto final. O que ele ainda não sabe é que, dessa vez, surgiu um precipício no lugar do ponto final. E nessa história não há nenhum super herói  com poderes especiais para mudar o curso do destino.

 Dilma Vana precisa demitir mais gente no IBGE para evitar que os novos dados sobre os indicadores industriais sejam publicados. E eles são assustadores: faturamento, horas trabalhadas, utilização da capacidade instalada e emprego deslizam ladeira abaixo pelo quarto mês consecutivo.

Não é preciso ser uma analista econômico para entender o porquê. Dilma Vana e seu partido fizeram todas as opções erradas. Celso Ming em um didático artigo no O Estado de São Paulo de hoje coloca as coisas sob a perspectiva correta:

1.     O câmbio está defasado porque está sendo manipulado pelo Banco Central para tentar combater a inflação e não para alinhar preços internos e externos como deveria.

2.     A inflação está fora dos trilhos porque este governo não tem nenhum compromisso com o controle das contas públicas e se utiliza de malabarismos enganosos para ludibriar a sociedade.

3.     Os juros estão altos  para tentar consertar os equívocos da política econômica o que, obviamente, inviabiliza o crédito.

4.     As empresas, por sua vez, não investem porque perderam a confiança na condução da política econômica atual que se utiliza do congelamento de preços e tarifas para tentar conter a inflação.

5.     Nossos produtos não são competitivos porque os conhecidos gargalos que compõem o “Custo Brasil” jamais foram atacados.

6.     Perdemos mercado externo porque o PT de Dilma Vana prefere se aliar ao MercoSUS da Argentina falida e da Venezuela bolivariana (seja lá o que isso signifique).

7.     Nossa indústria tem que competir com países como China e até com alguns vizinhos mais espertos como Chile e Colômbia que possuem custos internos menores e melhor gestão governamental.

Para que essa história tenha um final feliz é preciso muito trabalho. Primeiro é preciso alterar completamente o projeto do trem. Depois é necessário trocar o maquinista e por último eliminar o precipício. Não será preciso a ajuda de um super herói messiânico. Basta alguém de bom-senso, com certa competência em gestão, coragem e, claro, princípios e valores modernos, éticos e irretocáveis. Sobre isso você é quem vai decidir.

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