AS VAIAS PARA DILMA.

 
 

Vaias são parte de nossa cultura. Quando eu era adolescente em Fortaleza lembro-me do dia em que o sol foi vaiado. Chovia na cidade havia mais de uma semana. E aquele já  era o segundo fim de semana em que o céu se mostrava carrancudo sem o prenúncio de qualquer trégua por parte da chuva. O point na época era a praia do Náutico que começava a ficar lotada, mesmo sem sol, lá pelas onze horas da manhã. De repente, ele aparece tímido. Não deu outra. Foi recebido com uma estrepitosa vaia. E ruborizado, assim permaneceu durante toda a manhã. Cada vez que se escondia levava vaia. Quando cismava em aparecer, também.
 

Lula, o Antônio Conselheiro de Caetés, como se sabe, julga-se infalível nas artes da manipulação das massas ignaras. Achava que bastava uma Copa do Mundo para  se eternizar como o visionário destemido que finalmente nos colocou no seleto clube dos países ricos o suficiente para bancar um caríssimo evento de dimensões planetárias. Mentira ao dizer que todo o dinheiro viria de fontes privada e que o país se transformaria em uma Suíça da mobilidade urbana. Pena que os frutos de estratégia tão estupenda seriam colhidos por sua sucessora, mas isso era absolutamente irrelevante frente à vantagem inequívoca da consecução do projeto de poder de seu partido.  
 

A pantomima não funcionou. A flagrante incompetência gestora de Dilma e seus 40 ministros enterrou de vez o que ainda restava de esperança em que as coisas no país pudessem ser diferentes. O Narciso de Caetés jamais poderia imaginar que não pudesse, junto com sua criação, vir a público regozijar-se de seu projeto político-desportivo. Ninguém sabe ao certo de onde assistiu a constrangedora abertura no palco do Itaquerão. Dilma, como sabemos, teve que se esconder em um camarote –casamata em companhia de Blatter e elementos igualmente deletérios como Evo Morales (aquele que humilhou o país se apossando da refinaria da Petrobrás em sua narco-Bolívia).
 

A lista de motivos para a vaia é longa. Vai do aparelhamento do Estado com meliantes oportunistas à desfaçatez do PT com a defesa dos bandidos do mensalão.

O povo não é o fantoche como imaginado pelos neo-sovietes que tentam empurrar agora, goela abaixo, a espúria “participação comunitária” engodo para o aprofundamento do aparelhamento da ditadura da incompetência. 

Quando outubro chegar teremos, novamente, a chance de mudar o país. O voto é muito mais eficaz do que apupos, vaias e palavrões. Não há outra saída. Essa é a verdadeira vitória de que o país precisa.

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