PRECISAMOS DE UMA NOVA JANE FONDA.


 
Em todas as democracias é comum vermos a classe artística apoiar partidos e candidatos.  Nos Estados Unidos isso faz parte do processo eleitoral e as celebridades assumem sem medo sua posições políticas e a defesa de ideias e propostas.

Se você tem mais de 50, muito provavelmente se recorda da bela Jane Fonda no auge de sua popularidade jogando todo o seu carisma contra a guerra do Vietnam e seus defensores. Ficou célebre a foto dela sentada em um canhão após o qual recebeu o apelido nada lisonjeiro de Hanoi Jane por parte dos veteranos do exército estadunidense.  Não lhe faltava coragem para denunciar as atrocidades cometidas por seu próprio país nesta guerra. 

Artistas e celebridades sempre atuaram politicamente nos Estados Unidos sem que por isso fossem crucificados por quem quer que seja. No Brasil,  artistas que defendem posições políticas, não raro, são execrados pelos seus próprios pares que apoiam ideias contrárias. É o terrível exemplo de intolerância vindo de uma categoria que por sua própria natureza lida com a diversidade em grau máximo. Regina Duarte por ter apoiado José Serra nas eleições de 2002 foi publicamente atacada. Marília Pêra e Cláudia Raia, como qualquer cidadão, tinham o direito de votar em quem lhes apetecesse. Declararam seus votos em Fernando Collor e desceram ao nono círculo do inferno.

Nos Estados Unidos, Arnold Schwarzenegger é Republicano ( o que no dicionário local quer dizer conservador). Clint Eastwood também. Assim como Chuk Norris e Jon Voight.

George Cloonney é Democrata ( partido associado à elite intelectual menos tradicionalista). A estonteante Scarlett Johansson é Democrata. Tom Hanks , idem. Mesmo Anna Wintour a famosa editora da revista de moda Vogue e personalidade inspiradora do filme “O Diabo Veste Prada”, é democrata de carteirinha e grande apoiadora financeira do partido.

Por estas plagas, é fácil ver artistas apoiarem os grandes movimentos do tipo “Diretas Já”aos quais é impossível passar ao largo sem ser tachado de alienado. No entanto, são pouquíssimos os que se posicionam acerca de temas econômicos  ou de qualquer assunto ligado à necessidade de reformas institucionais. Mais raro ainda é ver alguém do meio arriscar-se a comentar os delicados assuntos de natureza ética que pipocam todos os dias no noticiário. O medo deles é ser taxado de reacionários pela esquerda inescrupulosa do país.

Contudo, há algo de novo no ar. Nossas últimas postagens foram, justamente, sobre celebridades brasileiras que assumiram posições políticas. Agora, não poderíamos deixar de compartilhar com você, caro leitor, a entrevista concedida pela atriz Irene Ravache, ao programa Roda Viva da TV Cultura.  Ela não tem pudor em declarar seu desencanto com os (des)caminhos percorridos pelo partido que , um dia, em um  passado cada vez mais distante, convenceu boa parte da população que seria  uma alternativa saudável para mudar a forma como a política era feita neste país. Pena que tudo não passava de mentira vulgar...

Em tempo. Nossa presidente foi guerrilheira na juventude. Pena que essa característica de perseguir resultados mesmo quando submetida a situações extremas não tenha sido incorporada ao seu estilo de gestão. Pouco ou quase nada acontece no governo Dilma. O país também precisa urgentemente de um choque de gestão, nem que seja necesssário lançar mãos de táticas de guerrilha contra os incompetentes de seu partido e fora dele.
 
Vejam a entrevista de Irene Ravache.
 
 

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