TRÊS VEZES SHAKESPEARE.

 
O mundo não está melhor nem pior. Mas, vivemos dias em que mal comparando, é como se estivéssemos sufocando à temperatura de 50 graus centígrados com a sensação térmica de 60.

No Brasil temos que suportar a pestilência paralisante que emana dos sanguessugas do poder a corroer qualquer possibilidade de dias melhores. A teia se entrelaça em todas as esferas política, jurídica e social como a nos jogar na cara que tudo será como sempre foi. Os quadrilheiros de ontem, hoje, debocham de nós.

No continente, os véus do obscurantismo extremo enforcam sem piedade os cidadãos venezuelanos e nenhuma palavra de Dilma, do seu ou até mesmo dos demais partidos. O pior dos mundos é quando não se pode sequer contar com corações e mentes discordantes. Não há inteligência opositora neste país.

No mundo, a sanha beligerante do novo czar Putin se repete a nos assombrar com um cenário de guerra, destruição e morte rescaldo de uma era que julgávamos sepultada em cova profunda.

Nos céus, um boing da Malasya Airlines, desaparece misteriosamente com seus 239 passageiros. Tudo o que sabemos vai de nada até a possibilidade de abdução terrorista.

Aqui em casa, ir do centro de Curitiba ao aeroporto é tão excruciante quanto descer ao nono círculo do inferno de Dante. Os gestores da obra de revitalização da via de acesso ao terminal aéreo são tão competentes quanto qualquer um dos 40 ministros do governo de Brasília e simplesmente não conseguem colocar em prática um plano de obras minimamente inteligente.

E, ao que parece isso é só o começo. Ainda vislumbra-se a legião de black blocs, greves, ameaças do crime aquartelado nas prisões e, dizem os mais pessimistas, até mesmo ações de destruição em massa orientadas por grupos terroristas.

Nada que pudesse surpreender William Shakespeare (1564-1616) que já nos ensinava do alto de sua clarividência:

“Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes”.

Dito assim parece que não existe saída para os pobres habitantes do planeta. Ainda mais quando todo o intrincado arcabouço de emoções e sentimentos humanos não nos deixa dúvidas de que

“Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente”.

Não são poucas as vezes em que nos deparamos à beira de um ataque de nervos sensíveis ao rosário de notícias ruins que vendem jornais e alavancam os índices de audiência. Nesse caso é bom recordar que

"Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra" .

Ao invés disso vamos tentar, a cada dia, fazer o que de melhor estiver ao nosso alcance.

Boa semana!

posts parecidos

Destaques

Conectividade de A-Z

O CANAL PARA FALAR DA CONEXÃO HUMANA.

Aqui você tem voz. Pode contribuir, sugerir, criticar, propor temas, discutir e ampliar o escopo do Blog. Nossa conexão poderá fazer a diferença.